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Política de cibersegurança de Obama pode criar padrão para mercado

Inimigos dos EUA querem "sabotar" a rede de energia do país, as redes financeiras e sistemas de controle de tráfego aéreo, disse o presidente norte-americano.

Grant Gross

15/02/2013 às 12h35

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O presidente dos EUA, Barack Obama, assinou uma ordem executiva exigindo que órgãos federais compartilhem informações sobre ameaças online com empresas privadas e criem um quadro de segurança cibernética focado na redução de riscos para empresas que oferecem serviços de infraestrutura crítica.

A estrutura de segurança cibernética seria voluntária para alguns operadores de infraestrutura crítica, mas a ordem também exige que as agências federais que supervisionam infraestrutura fundamental identifiquem os operadores e indústrias que estão mais em risco e verifiquem se o governo pode exigir que as empresas adotem o quadro.

As agências se concentrarão na infraestrutura crítica “onde um incidente de cibersegurança poderia razoavelmente resultar em um efeito catastrófico regional ou nacional, de saúde ou segurança pública, econômica ou nacional", disse a ordem, assinada por Obama pouco antes de seu discurso no Estado da União na noite de terça-feira (12).

Inimigos dos EUA querem "sabotar" a rede de energia do país, as redes financeiras e sistemas de controle de tráfego aéreo, disse Obama durante o discurso. "Não podemos olhar para trás daqui a alguns anos e perguntar por que não fizemos nada em face às ameaças reais à nossa segurança e economia", disse ele. O presidente apelou ao Congresso dos EUA para aprovar leis adicionais para proteger as redes norte-americanas, embora não tenha dado detalhes.

A ordem dá ao Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA a tarefa de liderar a criação de um quadro de segurança cibernética para os operadores de infraestrutura crítica, com a estrutura baseada em "padrões de consenso voluntário e melhores práticas da indústria”. O quadro será desenvolvido com a participação do público, diz a lei.

A ordem também dirige o secretário de segurança interna, o procurador-geral, o diretor da inteligência nacional e o secretário de defesa a compartilhar informações e ameaças online com empresas privadas nos EUA.

"Sabemos que os 'hackers' roubam a identidade das pessoas e
infiltram-se nos correios eletrônicos privados. Sabemos que países e
empresas no exterior roubam os nossos segredos comerciais, e agora os
nossos inimigos também querem sabotar o nosso sistema elétrico, as
nossas instituições financeiras e os nossos sistemas de controlo de
tráfego aéreo", disse Obama durante o seu discurso sobre o Estado da
União.

O presidente norte-americano pediu ao Congresso para que aprove rapidamente uma
legislação que dê ao governo "uma maior capacidade para
resguardar as (nossas) redes e evitar ataques".

"Não podemos mais
tarde perguntar-nos porque não fizemos nada face às ameaças reais contra
a nossa segurança e a nossa economia", sublinhou.