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Alinhamento global

admin

28/09/2012 às 7h00

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Veterano do Prêmio IT Leaders e bicampeão na categoria Indústria de Manufatura, Fernando Birman, diretor de Sistemas de Informação para América Latina da Rhodia, traz na bagagem uma experiência multicultural, um valor agregado à gestão.

“Ter experiência internacional e saber lidar com outras culturas é fundamental”, afirma. O executivo morou quatro anos em Lyon, na França, para trabalhar em uma das unidades da empresa do Grupo Solvay, que atua no desenvolvimento e produção de especialidades químicas, e voltou para o Brasil em 2010. Por responder ao CIO global, com bastante frequência, embarca para a França para exercer, como ele mesmo define, papel de aconselhador.

“Entre meus maiores desafios está o de decidir, junto ao CIO global, os próximos passos da nossa atuação. Sempre tenho de trazer alternativas para possibilitar a melhor execução da área de informática em todo o mundo. Meu papel é o de aconselhador”, detalha o executivo, que durante a entrevista falava da Inglaterra, durante suas férias, de onde dias depois viajou para Nice, na França, para discutir o orçamento de 2013.

Há 26 anos na Rhodia e 16 na TI, ocupando funções diversas, Birman estabeleceu uma aliança de sucesso com o CIO mundial, que há uma década ocupa o cargo. “Durante sua gestão, aconteceram poucas trocas no time, o que ajudou a montar uma equipe coesa e afinada. Isso permite tomar decisões conjuntas mais acertadas”, destaca.

Ele conta que o time tem a criatividade aguçada e sua contribuição é organizar a casa para que sejam tomadas as melhores decisões para os negócios. “O grupo é muito forte e está espalhado por todo o mundo. Minha missão é animar, coordenar. Uma estratégia não se desenha sozinho”, reforça.

Com esse espírito, o executivo está conduzindo um grande projeto que vai beneficiar todas as unidades da companhia no Brasil e consumirá cerca de cinco anos. O plano vai colocar em prática a integração dos sistemas corporativos e do maquinário industrial, possibilitando mais controle e qualidade ao processo de fabricação dos produtos. Inovação e excelência são as bandeiras desse projeto, assinala.

Em um primeiro momento, a integração acontecerá na planta de Paulínia, interior de São Paulo. “Gerir o parque fabril nos permite administrar melhor os ativos e ajuda a obter melhor rendimento das máquinas”, explica.

Além disso, prossegue, com as informações de produção em tempo real, será possível identificar a eficiência do processo, o volume produzido, a utilização das máquinas e outros dados. “Isso nos ajuda a obter um melhor planejamento nos médio e longo prazos”, assinala.

Birman aponta que o sistema de Enterprise Resource Planning (ERP) terá papel importante nesse cenário, mas que será necessário investir na compra de software, troca de máquinas etc. O projeto está em fase inicial, o desenho já foi feito e a próxima fase é a implementação, de acordo com o executivo.

Contribuiu para o desenvolvimento desse projeto, afirma, o fato de que há alguns anos a TI tradicional absorveu a TI focada em pesquisa e desenvolvimento (P&D), engenharia e chão de fábrica. “Com essa integração, conseguimos impulsionar outros trabalhos e compartilhar padrões técnicos, de segurança e a mesma governança entre TI corporativa e TI de processos”, detalha.

Em 2010, a primeira unidade de negócios que deu boas-vindas às redes sociais foi a de produtos químicos e a de fibras, chamada de Global Business Unit Fibras (GBU). O objetivo era estabelecer comunicação com consumidores do mundo da moda. Lá, é possível conhecer um pouco mais sobre a cadeia produtiva da empresa, que vai desde a tecelagem, produção do tecido, chegando até a loja.

Ele explica que a organização trabalha de três formas com as mídias sociais: presença institucional da marca em sites como Facebook e Twitter; aproximação com consumidor final e o mais recente é o uso interno.

“Hoje, a colaboração interna depende muito de e-mails e ferramentas de gestão de documentos. A ideia é trabalhar dentro de casa no formato de rede social”, comenta. O executivo afirma que está desenvolvendo projetos-piloto em algumas áreas usando Jive, rede social corporativa, para comunicação, troca de informações, publicação de comentários e outras atividades. “Meu desejo agora é aumentar a colaboração”, completa.

Além das redes sociais e do alinhamento dos sistemas corporativos e do maquinário industrial, Birman e sua equipe têm pela frente um longo trabalho. Após a recente fusão da Rhodia com o Grupo Solvay, 2013 promete ser um ano repleto de desafios. “O principal projeto para o próximo ano é a integração das duas empresas. Minha contribuição pessoal e intelectual será focada nessa movimentação. Agora, estamos em fase de discussão do desenho de como será a TI”, adianta.

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