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ERP e BI formam dupla imbatível para os negócios

Empresas ampliam competitividade, aditivando o ERP com recursos analíticos e integração de tecnologias tradicionais.

Déborah Oliveira

09/04/2012 às 7h30

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Compesa, Ferragens Negrão, Leroy Merlin, Petrobras e Smart.Net renovaram a gestão unindo ERP e BI. A química tecnológica proporcionou vantagens estratégicas, facilitando o atingimento de metas e o bom posicionamento diante da concorrência.

Algumas empresas vão além da parceria com o cobiçado Business Intelligence e exploram o máximo do poder da integração com o sistema de gestão empresarial. É o caso da Smart.Net, marca de soluções de prestação de serviços em tecnologia do Grupo VR. A plataforma tecnológica da companhia funciona orquestrada, unindo ERP, CRM [ambos da Oracle], BI [da MicroStrategy], sistema de billing, e SN Core, solução desenvolvida internamente que cuida das transações de pagamento que somam mais de 700 milhões ao ano.

A inovação tem uma responsabilidade importante: ganhar eficiência para controlar os cerca de 5 milhões de cartões (refeição, alimentação e transporte) em mais de 1,4 mil cidades em todos os estados do País, de 125 mil estabelecimentos credenciados.

Andreia Tavares, gerente de BI do Grupo VR, explica como essa cadeia tecnológica funciona. “O CRM é a porta de entrada de contratos, atendimento ao cliente, abertura de ordens de serviço de máquinas etc. Essas informações alimentam o SN Core e partem para o billing, onde é feito o faturamento. Do billing, os dados vão para o ERP e lá são geradas notas fiscais, contas a pagar e a receber etc.”

O ERP é parte da operação da companhia há mais de dez anos e é atualizado de acordo com o cronograma de novas versões da fabricante. Segundo Andreia, com a chegada do BI, modificou-se a forma de tomar decisões de negócios e foi possível criar uma cultura analítica. Diversos dashboards e relatórios permitem que os cerca de 60 usuários diretos do BI e os mais de cem que têm acessos às informações monitorem e controlem o andamento dos negócios, podendo agir de forma preventiva e corretiva.

O resultado dessa arquitetura, prossegue, traduz-se em inúmeros benefícios entre eles maior eficácia da força de trabalho, melhoria nos processos de negócios, acompanhamento e monitoramento dos níveis de serviços a clientes internos e externos, aumento da produtividade e melhor acompanhamento dos resultados financeiros e operacionais. “O projeto trouxe transparência e credibilidade para a relação com o cliente e permite identificar pontos críticos na operação. Não se pode fazer gestão em cima do operacional”, pontua Andreia.

A gerente de BI do Grupo VR cita que algumas vezes o BI se comportou como “dedo duro” da operação e permitiu melhorias. Como exemplo, ela destaca a área de atendimento aos clientes interno e externo. “Antes, o caso mais importante para ser resolvido era o primeiro que aparecesse na mesa. Agora, com um painel, é possível priorizar casos críticos e a ferramenta ajuda emitindo alertas preventivos”, detalha.

De olho nos ganhos obtidos, Andreia afirma que faz parte dos planos da companhia outros caminhos como análises preditivas, disponibilização de informações em tempo real e uso da versão móvel do BI.

Máxima integração ao ERP [da SAP] também é o mote do novo desenho do ambiente de TI da Petrobras Distribuidora (BR).  Há um ano, ao sistema de gestão empresarial somam-se as funcionalidades da ferramenta de BI e de Supply Chain, ambas também da SAP, e a de CRM da Oracle. De acordo com Nelson Costa Cardoso, CIO da BR, mais uma solução fará parte desse quadro, a de gestão de transporte, que ainda estão escolhendo.

Cardoso diz preferir trabalhar com variados fornecedores e assim extrair o máximo de cada uma das soluções. “Integrar essas tecnologias não é um complicador, visto que toda a nossa plataforma é baseada em Java. Esse recurso faz o link com todas as aplicações, dessa forma a integração torna-se tarefa simples de ser realizada”, afirma.

O ERP da companhia é altamente estratégico na avaliação do executivo, visto que opera desde o chão de fábrica à sede e é base para visualização de cenários críticos. “Trabalhar com recursos analíticos integrados ao ERP facilita em muito o trabalho de gestores que precisam tomar rápidas decisões. É possível ter uma visão muito mais ampla.”

Não diferente, o BI dá o tom ao ERP da distribuidora de materiais de construção Ferragens Negrão. O sistema de gestão empresarial, da Informata, coleta e disponibiliza informações gerenciais detalhadas, de forma unificada, para auxiliar no planejamento estratégico. Utilizado nas áreas de Compras, Vendas e Logística, substituiu uma tecnologia desenvolvida internamente. O BI da Ahead Tools extrai do ERP as informações necessárias para os negócios.

Mauro Saling, diretor Comercial da Ferragens Negrão, conta que o alto potencial de cruzamento de dados e a fácil interpretação dos relatórios do Business Intelligence possibilitaram um raio X em tempo real da situação comercial da companhia e tornaram-se essenciais para o desenvolvimento de planos e ações com base nos históricos apresentados.

No setor de Vendas, 830 representantes lidam diretamente com a ferramenta de BI e agora eles têm acesso a dados diários sobre estatísticas de venda por cliente, por região e acompanhamento de metas da área. O departamento de Compras, por exemplo, controla por meio dos relatórios, a não conformidade de produtos, ajustes de margem, faturamento, entre outros. A equipe pode se munir de dados necessários para executar as tarefas do dia a dia. Pontos de melhoria foram identificados e colocados em prática, segundo a empresa.

Para Saling, a vantagem de integrar as duas plataformas é que as mudanças, se necessárias, são realizadas de forma rápida, facilitando o alinhamento com os negócios. “Como vivemos evoluções constantes, ajustes sempre têm de ser feitos e podemos incrementar o ERP e turbinar o BI”, assinala.

Outro papel importante do BI para o ERP, afirma o executivo, é que a solução de inteligência passa a assumir um papel de auditor do sistema de gestão. “Informações contábeis, de cobrança e de estoque, tudo isso pode ser verificado. Fazemos conferência de todo o processo, avaliamos se há pontos de divergência e atuamos para resolver”, detalha.

Além disso, as plataformas vão ajudar na expansão da Ferragens Aragão. “Como ganhamos capacidade de avaliar quais regiões mais demandam nossos mais de 25 mil itens, incluindo ferramentas e produtos elétricos, podemos instalar unidades nessas localidades e ampliar o alcance da companhia”, observa.                                                                 

Na mesma trilha pelas vantagens analíticas , a Leroy Merlin, que atua no mercado de material de construção, decidiu que o ERP terá de apresentar essa capacidade embutida. “A empresa apoia-se na filosofia de descentralização e queremos partilhar indicadores de todos os processos de negócios possíveis com o maior número de profissionais”, conta Anderson Cunha, CIO da Leroy Merlin no Brasil.

Veja o texto na íntegra nas versões online e ipad da revista COMPUTERWORLD

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