Home  >  Negócios

Dell investe para ser uma empresa ‘end to end’

Companhia afirma que não é apenas focada em PCs e anuncia uma série de plataformas para o mercado corporativo, seu principal alvo para os próximos anos, especialmente na área de servidores.

Déborah Oliveira

27/02/2012 às 18h32

Foto:

Completa. Essa é a estratégia que a Dell quer seguir nos próximos anos, uma empresa que vai além da oferta de PCs e notebooks e navega cada vez mais pelo mundo corporativo. Para colocá-la em prática, a companhia anunciou hoje (27/2) em São Francisco (EUA) uma série de produtos que prometem turbinar essa visão.

“Nos últimos anos, investimos bilhões de dólares para adquirir capacidades e soluções para mudar nosso posicionamento no mercado. As novidades são uma validação do caminho que temos trilhado nos últimos tempos”, afirma Michael Dell, CEO e chairman da Dell. “As organizações mudaram e nós também. Não somos mais uma empresa de PC”, sintetiza.

Na lista estão tecnologias como a próxima geração do EqualLogic PS Series, direcionado para pequenas e médias empresas que buscam melhor conectividade com mais capacidade de storage e o vStart, para a Dell Privite Cloud, que permite crescimento rápido em uma nuvem privada, de acordo com a Dell. A companhia também reforçou o posicionamento em Business Intelligence e virtualização.

Virtualização é estratégico para a Dell, diz Rafael Colorado, líder da área de computação de nova geração e usuário final. "Muitas companhias têm uma visão de que a virtualização de desktop é complexa, mas queremos afastar essa ideia."

O Dell Desktop Virtualization é a aposta da companhia para conquistar esse objetivo. "Ele foi desenhado para ajudar organizações a simplificar a tarefa de gerenciar PCs e aprimorar a segurança", detalha. Colorado define a tecnologia como um appliance, que reúne software da Citrix e hardware Dell. "Ele já vem pré-configurado, é simples e fácil de implementar", explica. A tecnologia está disponível inicialmente nos Estados Unidos e Europa, mas o executivo garante que deverá ser oferecida em breve no Brasil.

Demanda dos clientes

Segundo o CEO, a materialização dessas plataformas é resultado de 20 anos de um trabalho de ouvir clientes para entender melhor suas necessidades. Performance, produtividade, agilidade e flexibilidade foram os desejos mais citados. “É por isso que estamos apostando em desenvolvimento e inovação e ainda em aquisições, foram mais de 12 nos últimos dois anos. Queremos estar em linha com as demandas dos nossos consumidores e sermos uma organização end to end”, diz. 

A Dell foi às compras em diferentes áreas como storage, rede, software, segurança e serviços. O executivo ressalta a Force 10 Networks [conectividade] e aponta que os produtos estão sendo integrados ao portfólio da companhia.

“Dobramos nossa capacidade a partir de crescimento inorgânico”, aponta Praveen Asthana, vice-presidente de enterprise solutions e estratégia da Dell. Recentemente, a Dell também fortaleceu a área de software com a contração em janeiro desse ano de John Swainson para liderar o setor. 

O CEO diz que a fabricante está ganhando espaço no setor corporativo. Como exemplo, ele cita que nos Estados Unidos a Dell tem 32,7% de participação no mercado de servidores e em outras regiões do mundo a penetração vem crescendo rapidamente, garante. As expectativas para ampliar esse número são grandes, completa. Ele afirma que a Dell não tem interesse em proteger o legado, e, sim, ajudar os clientes a migrar para novas plataformas e conquistar a performance desejada.

Com as novidades a Dell deverá competir de forma mais agressiva com a Oracle e a SAP. “Das novidades anunciadas pelos nossos concorrentes nos últimos tempos, 150 delas já faziam parte de nosso portfólio desde 2009”, observa o executivo.  “E estamos apenas começando”, provoca. 

*A jornalista viajou a São Francisco a convite da Dell

Deixe uma resposta