Home  >  Plataformas

Virtualização atrai cada vez mais a atenção dos bancos

Para Atos Origin, tecnologia é adotada, especialmente, por pequenas instituições financeiras, que não têm grandes estruturas legadas que dificultam a mudança.

Déborah Oliveira

16/06/2011 às 14h17

Foto:

A virtualização já é velha conhecida das empresas. E nos últimos anos, na opinião de Antônio de Barros, executivo de vendas para finanças da Atos Origin, as instituições financeiras passaram a olhar com atenção para a solução como forma de reduzir os custos principalmente com gerenciamento, já que suas estruturas continuam a crescer. Uma demanda direta do mercado de consumo, que busca novos serviços e produtos, afirma Barros.

“Percebemos que ao longo do tempo, os bancos ampliaram o número de sistemas, mas sem conectá-los, fazendo com que cada um precise de seu próprio equipamento (servidor ou banco de dados). Com a virtualização, as instituições financeiras encontraram formas de mudar esse cenário e viabilizar ainda a rápida implementação de ambientes”, aponta.

Segundo ele, até pouco tempo existia uma barreira dos bancos em relação à adoção de virtualização. “É uma quebra de paradigma, já que se trata de um ambiente virtual, como já diz o nome”, explica. No entanto, com os recursos físicos no limite, eles passam a implementar soluções para reduzir o parque e diminuir custos.

“Para os financeiros, a virtualização é especialmente atrativa”, diz. Elio Soares, gerente de serviços da Atos Origin, explica o motivo. “Grandes bancos ainda rodam em mainframe e possuem muitos sistemas desenvolvidos internamente. Para os menores, que contam com infraestruturas mais enxutas, passar sistemas legados para o ambiente virtual é mais simples”, aponta.

Os executivos concordam com o fato de que os bancos ainda têm receios de alguns ambientes, como o banco de dados. “Na Europa, continente de origem da Atos, os bancos já não têm tanto esse medo, mas no Brasil ainda é uma barreira em razão da criticidade da aplicação”, afirma Barros.

Além do servidor
Soares diz que há uma tendência hoje pela virtualização de rede e ainda desktops. Embora, segundo ele, ainda haja resistência nesse tipo de virtualização, a procura cresce. “Um banco de origem portuguesa instalado no Brasil é nosso cliente e passou esses sistemas para o ambiente virtual”, afirma, sem revelar o nome da instituição.

C&A

De olho na crescente procura, a Atos está cada vez mais interessada no Brasil. No ano passado, direcionou 23 milhões de euros para fortalecer operação no País e América Latina. O Brasil é foco de investimento da companhia, afirma Barros.

“Nossa expectativa diante do aquecimento do setor é ampliar o número de clientes e a participação no segmento financeiro, que hoje representa 5% do faturamento da empresa”, finaliza.