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RFID ganha atenção do setor financeiro e de data centers

admin

06/10/2010 às 14h40

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Houve uma época na qual os funcionários do banco Wells Fargo
de Roseville, na Califórina, passavam por uma rotina diária de entregar seus
laptops para guardas que confrontavam os números seriais para verificar se não
estavam atribuídos a outros donos que não o funcionário.

Na tentativa de acelerar esse processo, o vice-presidente
sênior de tecnologias automatizadas de identificação, Mike Russo, decidiu
apostar no uso de técnicas de identificação via ondas de rádio. "O que fizemos
foi etiquetar cada aparelho com um identificador único, relacionado à imagem do
dono em um banco de dados", afirma. "Assim, tudo que o usuário tinha de fazer
era passar o laptop em frente a um leitor e sua imagem seria exibida na tela do
guarda responsável pela verificação", explica.

O novo sistema fez tanto sucesso que foi replicado em outros
cinco data centers do grupo.

O executivo decidiu investigar outros meios que usam essa
tecnologia de rádio frequência. Entre elas, Russo substituiu o demorado processo
de leitura de código de barras por etiquetas de rádio frequência em itens do
almoxarifado.

"Chegamos a etiquetar 40 mil objetos até o momento”, diz.
Segundo o executivo, o trabalho que levava um mês para ser realizado, agora
pode ser feito em poucas horas.

"Instituições financeiras estão percebendo uma redução de
90% no prazo necessário para registrar os itens do repositório de TI", afirma
John Fricke, executivo da empresa de serviços financeiros Technology
Consortium, de Nova Iorque. Segundo ele "os data centers costumam substituir os
equipamentos a cada quatro anos o que resulta em um processo altamente
demorado. Os clientes também começam a atentar para isso e passam a deixar
claro aos fornecedores que se estes puderem fornecer os equipamentos já com as
etiquetas, as chances de conquistar clientes aumentam."

Problemas do RFID

De acordo com Russo, implementar tecnologias de RFID não é
algo tão simples quanto parece.

Existem várias questões a serem atendidas nessa hora. Entre elas,
está o desafio de integrar a solução ao rastreamento e a reengenharia do fluxo
de trabalho para os data centers e aos inspetores.

"Outro ponto importante é decidir se cabe modificar os
fluxos de trabalho existentes e reestruturá-los completamente", diz Russo. "Nós
achamos mais simples refazer todo o esquema, como se não tivéssemos feito isso
antes. Foi mais descomplicado que tentar adaptar o RFID a processos já
existentes".

Além disso, se a empresa tem pouca experiência com
tecnologias de RFID, deve haver um profissional altamente especializado nessa
solução para poder guiar a empresa na busca pela implementação otimizada do
RFID. "O fornecedor costuma se aproximar com discursos fantásticos sobre os
benefícios da tecnologia e sobre a economia gerada", avisa Russo, que emenda "ninguém
acredita nessa conversa".

Para Fricke, as soluções de identificar os ativos com
etiquetas para rádio são vantajosas quando ocorrem fusões e aquisições. "Existe
um trabalho enorme a ser feito na hora de realizar o inventário das companhias”,
afirma.

Por enquanto, os data centers formam apenas uma pequena
parte do mercado de soluções RFID, acontece que, à medida que instituições
financeiras têm cada vez mais interesse pelo tema, os líderes de TI passam a
apreciar as soluções baseadas nessa tecnologia. A empresa de pesquisas ABI,
sediada no estado de Nova Iorque, prevê que o rastreamento de ativos nas
companhias vai responder por 10% do mercado de RFID em 2013.

Bill Roy, vice-presidente sênior da otimização de
infraestrutura do Bank of America aplicou o RFID em 17 data centers de uma vez.
“Com base nas tecnologias de RFID, pudemos realizar um levantamento de ativos
de um data Center em um dia. A precisão é de 100% e na época do código de
barras o mesmo processo levava até duas semanas – uma mudança significativa no
retorno sobre o investimento (ROI)”, finaliza.

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