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Ciberguerra: exército brasileiro se prepara para enfrentar tema

admin

17/09/2010 às 11h57

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A segurança digital tem merecido uma especial atenção do exército brasileiro. Como reflexo, a entidade assinou um acordo de cooperação na última quinta-feira (16/9). Pela aliança, a empresa fornecerá 37,5 mil licenças de software à instituição, além do treinamento necessário dos usuários. A parceria tem duração de dois anos e custará 292 mil reais ao exército.

Segundo o general Antonino dos Santos Guerra Neto, comandante do Centro de Comunicação e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEX), a instituição possui 60 mil computadores, distribuídos por todo o território nacional, e 12 centros telemáticos que sofrem, cada um, mais de 100 tentativas de invasão por dia. Ele afirma que, por enquanto, os ataques não causaram prejuízos - no máximo, provocaram certas situações desconfortáveis que foram rapidamente solucionadas.

Com a parceria com a Panda, o Exército quer, segundo o general, proteger dos atuais ataques e se preparar para situações ainda mais crítica. E, segundo ele, hoje já acontece uma ciberguerra, mas isso tende a se agravar nos próximos anos.

Ciberguerra é o termo utilizado para definir os ataques virtuais promovidos por Estados ou grupos contra os sistemas da informação das nações. Considerando que quase todos os serviços nacionais são administrados digitalmente, ao derrubar a plataforma que os controla, é possível cortar as comunicações de um país, interferir em sua rede elétrica ou mesmo obter dados sensíveis e confidenciais.

Em 2008, por exemplo, nos conflitos entre Geórgia e Ossétia do Sul, a primeira acusou a Rússia de tal crime. Já em 2009, um relatório apontou que a China estaria usando a rede mundial de computadores para espionar os Estados Unidos, e, naquele mesmo ano, a McAfee divulgou estudo que destaca a tendência de ataques virtuais com motivações políticas.

Contrato
No ano passado o Exército gastou 12 milhões de reais para proteger a sua rede. Com o novo acordo, válido por dois anos, esperava um custo de 20 milhões, mas foi surpreendido com a proposta da Panda Security: 292 mil reais por 37,5 mil licenças, valor 70 vezes menor que o esperado.

O diretor-executivo da empresa no Brasil, Eduardo D´Antona, explicou que a matriz espanhola insistiu que a unidade brasileira conseguisse o contrato, mas salienta que não houve dumping (vender serviço por preço abaixo de seu valor justo). “A diferença de preço entre o que foi oferecido por nós e o terceiro colocado na licitação foi de 10%”, afirmou.

A intenção da Panda com o contrato é aumentar sua presença tanto na rede governamental quanto nos computadores do setor corporativo, além de, com a parceria, adequar sua solução ao que o mercado brasileiro - o que mais cresce na América Latina - precisa.

De acordo com o CEO da Panda, Juan Santana, os laboratórios da companhia analisam 55 mil novas pragas virtuais por dia, sendo que Brasil é o quarto país que mais os produz e o primeiro nos que roubam dados bancários.

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