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Brasil lidera inovação tecnológica na América Latina, diz BID

Por outro lado, País ainda sofre com a burocracia e a falta de articulação com os empresários.

Redação

15/09/2010 às 11h17

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Um relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) coloca o Brasil como líder em inovação tecnológica na América Latina, sendo responsável por 60% todos investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados na região, em 2007. Além disso, é o único País do continente que destina mais de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) para a inovação.

Segundo o BID, um dos pontos fortes do Brasil é dispor de mecanismos de fomento à pesquisa tecnológica. No entanto, o País ainda sofre com a burocracia e a falta de articulação com os empresários, fatores que impedem o crescimento da inovação brasileira e uma melhora de sua posição no ranking mundial.

“Em termo de disponibilidade de instrumentos para fomento da inovação, o Brasil, provavelmente, tem mais instrumentos do que qualquer outro país da América Latina”, afirmou Flora Painter, chefe de Divisão de Ciência e Tecnologia do BID. “No entanto, quando fui aos estados e conversei com o setor empresarial, escutei queixas de que os mecanismos são burocráticos, lentos e não tem informação suficiente”.

Um dos mecanismos governamentais para estimular a inovação empresarial é a chamada subvenção econômica – recursos liberados em edital por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia. De acordo com o ministério, desde 2006, foram liberados mais de R$ 1,7 bilhão. No entanto, as empresas reclamam que a liberação em forma de edital não acompanha o fluxo industrial.

Outro problema detectado pelo banco é que os empresários não apontam como os instrumentos de apoio podem atender suas demandas. “Os empresários também não apresentam conhecimento necessário para expressar quais são suas necessidades e formular projetos".

De acordo com o estudo do banco, a participação da iniciativa privada é pequena na América Latina e no Caribe no montante de recursos para inovação. Enquanto no Brasil e no restante dos países latino-americanos e caribenhos, 60% dos recursos são provenientes dos governos, nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a contrapartida pública é de 36%.

Para Flora Painter, o aporte menor de recursos por parte das empresas brasileiras pode estar relacionado a uma insegurança jurídica e econômica. “Para qualquer empresa, o investimento tem que se dar em um ambiente cômodo e estável. O Brasil teve avanços na estabilidade econômica e de políticas. No entanto, o país tem grandes problemas de financiamento com uma taxa de juros razoável para as empresas”, explicou.

A opinião é compartilhada pelo diretor de operações da CNI, Rafael Lucchesi. Segundo ele, as multinacionais, por exemplo, temem em investir no Brasil e, depois, terem de pagar grande volume de impostos por conta desses investimentos.

*Com informações da Agência Brasil

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