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iOS 4 pode impulsionar a adoção do iPhone nas empresas

admin

14/06/2010 às 14h57

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Durante os próximos meses, Matt Morse, da Varian Medical, se aventura ao redor do mundo com o único propósito de adotar o iPhone (e talvez o iPad) em sua empresa. Ele vai passar esse tempo planejando uma estratégia para que o telefone da Apple se encaixe na infra-estrutura de TI (tecnologia da informação) existente na empresa e atenda às exigências de segurança e orçamento, seguido por uma série de testes.

Se tudo correr bem, em algum período do próximo ano ele irá começar a substituir o BlackBerry pelo iPhone para os funcionários externos. “Há muitos aspectos para se considerar em uma nova plataforma”, explica Morse, administrador sênior de TI da Varian Medical, uma fabricante de aparelhos e softwares médicos para hospitais e clínicas em 60 países. “Eu penso que o estágio de descoberta e testes vai levar ao menos seis meses.”

Quando o CEO da Apple, Steve Jobs, apresentou o sistema iOS 4, antes conhecido como iPhone OS 4.0, este ano, os CIOs (Chief Information Officer ou diretor de informática) e analistas de tecnologia aprovaram o profundo suporte corporativo da iOS 4. O novo sistema prometia distribuição wireless de apps, multitarefa (multitasking), proteção de dados de aplicativo e e-mail, melhorias de gerenciamento de aparelhos móveis e suporte para SSL VPN (Secure Sockets Layer Virtual Private Network) por meio de apps da Juniper e Cisco, entre outros recursos.

Mas o aguardado lançamento do iOS 4 para o público, no dia 21 de junho, não vai abrir as comportas das empresas logo de cara para o iPhone. Em vez disso, vai originalmente apenas sinalizar o início da longa caminhada do aparelho da Apple rumo ao mundo corporativo. Para técnicos como Morse, ainda há muito trabalho a ser feito.

A equação de segurança muda
Nos últimos cinco anos, os funcionários da Varian carregaram BlackBerrys para ajudá-los no trabalho. Os usuários do aparelho na empresa estão todos na linha de frente dos serviços de venda , aproveitando a colaboração do Microsoft Exchange com SharePoint, Office Communicator e VoIP.

A Varian desenvolveu um aplicativo chamado MSO, ou serviços móveis online, que permite que os técnicos de campo com BlackBerry se conectem com segurança ao SAP no estágio final.

Com o MSO, eles podem entregar serviços ao cliente sem ter de ligar um laptop. É possível consultar agendas, despachar pedidos e distribuir recursos. Resultado final: tempo de resposta dentro de 10 minutos.

Quando o primeiro iPhone foi lançado, há três anos, os executivos da Varian se entusiasmaram com sua bela interface. Todo ano, mais e mais funcionários da empresa pedem pelo aparelho, afirma Morse. Com o lançamento do modelo 3G, Morse e sua equipe tinham de suportá-lo oficialmente. Atualmente, um de cada três aparelhos móveis na companhia é o telefone da Apple.

Mas nenhum dos cerca de 1.600 técnicos de campo espalhados pelo mundo podem trocar seus BlackBerrys por iPhones – pelo menos, ainda não.

A razão? Os técnicos de campo dependem totalmente do MSO, que não está presente no iPhone por questões de confiabilidade, gerenciamento e segurança. “As políticas podem ser reforçadas, e nós podemos garantir muito mais tempo de operação e monitorá-lo melhor do que conseguimos com aparelhos que usam Active Sync, como iPhone", diz Morse.

Mas com seus elogiados recursos de segurança e administração, o iOS 4 tem o potencial de deixar o iPhone no mesmo nível do BlackBery, afirma ele. É claro que terá de esperar pelo lançamento geral para saber com certeza. “Verifiquei o  SDK (Software Development Kit) anterior, mas nós não mexemos com versões beta aqui”, afirma. “Posso dizer que o iPhone 4.0 (iOS 4) nos dá a oportunidade de iniciar a real descoberta das habilidades do aparelho.”

Outra parte favorável: a Varian tem usado o Zenprise MobileManager para o gerenciamento do BlackBerry, que auxilia os departamentos de TI a identificar quem está utilizando um aparelho móvel, como o aparelho está acessando a rede e qual versão do OS está instalada. A Zenprise MobileManager agora suporta o iPhone.

Segurança e gerenciamento são apenas parte dos pontos importantes para a adoção corporativa do iPhone. O aparelho representa uma plataforma de desenvolvimento e arquitetura de serviços inteiramente novos. Morse terá de considerar não apenas o telefone, mas o que ele vai trazer no futuro (e se a Apple e o iPhone conseguem lidar com isso). Para Morse, no entanto, esse é um bom problema.

Ele fica animado, por exemplo, com o potencial do iPhone como um ponto final para aplicativos da web. O bom dos aplicativos, ele explica, é um ciclo de lançamento mais rápido. “Não estamos falando apenas sobre um aparelho móvel com um pouco de tecnologia glamourosa de interface, estamos falando sobre ter algo que permita que as pessoas trabalhem e resolvam problemas e que possa ser utilizado muitas outras vezes com segurança e confiança.”

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