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Virtualização eleva desempenho e reduz custos de universidade

Univille investe 200 mil reais em projeto de virtualização, custo que deve ser amortizado em 2 anos somente com economia de energia.

Rodrigo Afonso

28/12/2009 às 9h00

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A Universidade Regional de Joinville (Univille), instituição de 13 mil alunos com dois campi e uma unidade em Santa Catarina, lançou mão da virtualização de servidores para resolver um de seus grandes problemas relacionados à tecnologia: a sobrecarga nos servidores.

A instituição cresceu muito por meio de aquisições, o que aumentou bastante a demanda dos seus sistemas de gestão. A carga de trabalho começou a ocupar 70% dos servidores em média - percentual muito alto para um sistema que precisa estar sempre disponível. Para piorar, não havia redundância para a infraestrutura.

O gargalo nos servidores provocava queda de desempenho, afetando diretamente o atendimento ao aluno. Além disso, o backup era quase todo manual, com uma estrutura que não estava à altura do porte da universidade. “O custo para fazer a atualização da infraestrutura seria muito alto. Após estudos, identificamos que a melhor maneira de mudar seria renovar os servidores com a implantação de virtualização”, afirma o analista de sistemas sênior da Univille, Rodrigo Ramos Deronel.

Para resolver o problema, foram investidos 200 mil reais, valor que inclui servidores e licenças de software. Com integração da Domo Soluções, a Univille optou por migrar do Microsoft SQL Server 2008 para o Windows Server 2008, com sistemas apoiados em servidores blade HP.

O projeto, que levou cerca de três meses para ser formulado, foi implantado em dois finais de semana. Após sua conclusão, os resultados no dia-a-dia do trabalho foram nítidos, de acordo com Dornel. A carga do servidor começou a ficar em torno dos 20%, dando fôlego para que a instituição cresça. “Logo no primeiro dia, processos cotidianos que costumavam levar um dia inteiro eram realizados em 15 minutos”, diz Dornel.

Além disso, a instituição registra números de economia. A previsão orçamentária para ampliação do data center antigo, que passou a ser desnecessária, era de 30 mil reais. A virtualização proporcionou, também, redução de 6,5% na conta de energia elétrica da universidade e de 23% na dissipação de calor no data center. Gastos com força de trabalho também caíram, já que agora são necessários três funcionários a menos para cuidar da infraestrutura.

A instituição computa também redução de consumo de processador de 80% em relação aos servidores no ambiente anterior. “Considerando apenas o custo de energia elétrica, o investimento realizado na nova infraestrutura será amortizado em 24 meses”, calcula Dornel.