Home  >  Plataformas

Telefônica pode ir à Justiça para discutir venda da GVT

Presidente da operadora diz, no entanto, que decisão será tomada após resolução da Comissão de Valores Mobiliários sobre compra da GVT pelo grupo francês Vivendi.

Fabiana Monte

08/12/2009 às 18h25

Foto:

A Telefônica não descarta a possibilidade de entrar na Justiça para discutir a compra da GVT pelo grupo francês Vivendi. O presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, ressaltou, no entanto, que esta decisão será tomada após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) encerrar as investigações que realiza sobre o negócio. "Hoje a discussão é sobre os termos em que se deu a transação", afirma o diretor de Relações Institucionais da Telefônica, Fernando Freitas.

Valente diz ter indícios de que a "manobra foi pouco heterodoxa", referindo-se à compra da operadora curitibana pelo grupo francês, mas afirma que não pode afirmar qual será a reação da Telefônica porque a CVM ainda não tomou uma decisão final sobre o assunto.

"Vamos esperar a CVM para tomar as medidas cabíveis. Podemos dizer que a nossa operação é aberta, usamos todos os mecanismos de acordo com a legislação brasileira. Foi um acerto estratégico agir de acordo com as leis do mercado brasileiro. Quem não o fez que se explique", completa o presidente da Telefônica.

O executivo afirma também que a Telefônica continua analisando possíveis compras de empresas no mercado nacional, mas admite que com a venda da GVT sobram poucas opções consistentes. O executivo acrescenta que o interesse na GVT por parte da Telefônica continua, dando mostras claras de que poderá voltar a tentar comprar a empresa curitibana, caso ela fique disponível novamente.

Valente acrescenta que não se sente ameaçado pela possível entrada da GVT no mercado de São Paulo e diz que "outros competidores devem se preocupar mais que a Telefônica". Apesar de garantir que a companhia não realizará mudanças em sua estratégia por conta da chegada do grupo francês, Valente conta que ampliará a sinergia com a Vivo para apresentar ao mercado ofertas conjuntas em regiões fora de São Paulo, principalmente, ou a operadora móvel adquirir uma licença de TV paga por meio da tecnologia Direct To Home (DTH).

Uma das possibilidades é lançar um produto que reúna TV por assinatura e telefone celular. "Imaginávamos que poderíamos nos posicionar com a GVT, mas não pudemos. Vamos fazer com a Vivo".

Deixe uma resposta