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Análise: O Windows Azure tem o que o setor de TI precisa?

Especialistas de Tecnologia da Informação observam o potencial da plataforma de nuvem da Microsoft para trabalhar com picos de cargas de cálculo.

IDG News Service

03/12/2009 às 19h24

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A plataforma de computação em nuvem da Microsoft, Windows Azure, está despertando o interesse de especialistas em Tecnologia da Informação (TI) que a enxergam como uma solução para lidar com cargas variáveis de cálculos.

O aumento das melhorias do Azure, que se tornará um serviço pago em 2010, pode demorar um pouco, portanto, agora os consumidores podem apenas avaliar a tecnologia. “Vamos mirar em aplicativos que possuem cargas variáveis para possível integração no Azure", afirma o consultor de sistemas da companhia de seguros de vida Unum, David Collins. O interesse pelo Azure, no caso da Unun, deve ser focado no uso de aplicações de inscrições.

“Temos imensa atividade em novembro e dezembro, mas no resto do ano as coisas são normais”, diz Collins. Mas a empresa não está pronta para usar o Azure. Segundo Collins, há problemas na integração da plataforma de cloud computing com os sistemas IBM DB2 e Teradata.

Por outro lado, uma agência de publicidade que fez propagandas para o Windows 7 já usou o Azure e viu benefícios de utilizar ciclos de cálculos na nuvem. “Usamos o Azure em dois projetos e tivemos grande sucesso com ele”, conta o diretor técnico da Crispin Porter + Bogusky, Michael Ray.

“Acho que o que nos ajuda é que não temos muito tempo e dinheiro para produzir grandes clusters de servidores para projetos que usam muito tráfego e vivem apenas um mês”, observa Ray. Segundo ele, “é possível gastar grandes quantias de dinheiro para apoiar algo como o Super Bowl em um dia”.

A Microsoft já melhorou o Azure desde a última vez que a companhia deu atenção ao software. “Não era tão rico quanto é agora”, avalia o arquiteto de tecnologia da Chevron, Sean Gordon. “Estamos de olho em migrar recursos de cálculos para a nuvem”, destaca.