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Vivendi ainda deve esclarecimentos à CVM sobre compra da GVT

Comissão de Valores Mobiliários diz que grupo francês não esclareceu direitos do Tyrus Capital LLP nas ações da GVT Holding e continua investigando a proposta.

Redação

01/12/2009 às 9h42

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A Comissão de Valores Mobiliários informou que não está satisfeita com os esclarecimentos prestados pelo grupo Vivendi sobre a compra da GVT, anunciada em 13 de novembro, e que continuará investigando a proposta de aquisição.

Em um comunicado emitido na tarde de segunda-feira (30/11), a CVM informa que a Vivendi não esclareceu a natureza dos direitos do Tyrus Capital LLP sobre as ações da GVT Holding tampouco forneceu "esclarecimentos adicionais indispensáveis para a correta avaliação da situação pelo mercado".

A CVM afirma que suas investigações levantaram dúvidas sobre a capacidade das contrapartes da Vivendi S.A. de honrar as opções de compra de ações da GVT anunciadas no dia 13 de novembro.

Pelos termos do negócio, a Vivendi adquiriu 37,9% do capital votante e total da GVT e,
adicionalmente, tem o direito de compra de 19,6% do capital votante e
total da GVT. A quantidade total de ações ordinárias de emissão da GVT
adquiridas pela Vivendi, após exercidas as opções de compra, é de
73.843.624, que correspondem a 57,5% do capital votante e total da GVT
e 53,7% do capital, se forem consideradas como emitidas todas as ações
resultantes de títulos e opções conversíveis em ações da GVT.

No dia 30 de novembro, o grupo francês publicou um novo fato relevante esclarecendo ao mercado que o Tyrus Capital LLP é a contraparte da Vivendi S.A. nas opções referidas em 13 de novembro. No entanto, as excplicações foram consideradas insufiecentes pela Comissão, que pediu novos esclarecimentos até às 18h de ontem.

Como os esclarecimentos não foram prestados, o colegiado da CVM decidiu divulgar o comunicado, com base no art. 9º, §1º, III, da Lei nº 6.385, de 15 de dezembro de 1976. O artigo trata "das companhias abertas e demais emissoras de valores mobiliários e, quando houver suspeita fundada de atos ilegais, das respectivas sociedades controladoras, controladas, coligadas e sociedades sob controle comum".

A CVM declarou que continuará investigando o caso e que prestará mais informações ao mercado em momento oportuno.

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