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Google posiciona Chrome OS para brigar por mercado de netbook

Inspirado no buscador Chrome, sistema operacional do Google entra em rota de colisão com Windows 7, da Microsoft, e distribuições de Linux para netbooks.

Guilherme Felitti

19/11/2009 às 17h54

Foto:

*Atualizada às 17h48

O Google oficializou nesta quinta-feira (19/11) o sistema operacional Chrome OS,
se posicionando como rival tanto do Windows, da Microsoft, como de
distribuições Linux no crescente mercado de pequenos computadores
portáteis, chamados também de netbooks.

O
Google não distribuiu versões de testes ou anunciou equipamentos que
chegariam às lojas com o Chrome OS. O lançamento final do sistema está
programado apenas para o final de 2010. Nesta quinta, o Google anunciou
que ofereceria o código fonte do software para download no The Chromium Blog.

Mais sobre o sistema operacional:
> Google costura acordos com fabricantes
> O mundo precisa de mais um sistema?
> 7 aspectos a se levar em conta do Chrome OS
> Windows 7: conheça o novo sistema

Com
o lançamento, o Google se posiciona em mais um setor como concorrente
direto da Microsoft - além de busca, navegadores e serviços de e-mail,
o Chrome OS brigará frontalmente com o Windows 7, versão mais recente do popular sistema que tem uma edição especial para netbooks.

Segundo
o Google, o Chrome OS terá seu código totalmente aberto e
desenvolvedores trabalharão no mesmo código que os profissionais do
buscador.

Quando estiver finalizado, o Chrome OS não poderá ser baixado completo para ser instalado em netbooks ou laptops.

O
Google certificará equipamentos que fabricantes de hardware terão de
obedecer para instalar o sistema em netbooks que pretendem lançar.

O buscador defende a certificação como forma de manter a velocidade e segurança do sistema.

Netbooks,
por exemplo, precisarão ter discos em estado sólido, não discos
rígidos, teclados completos e chipsets para redes sem fio escolhidos
pelo Google. Tecnicamente, o Chrome OS rodará em processadores x86 e
ARM.

Interface baseada no browser
Em demonstração durante o anúncio oficial, a interface do Chrome OS se mostrou baseada totalmente na interface do navegador Chrome.

"O
Chrome é a pedra fundamental do que estamos fazendo aqui", afirmou o
vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, Sundar Pichai.

"No
Chrome OS, toda aplicação é uma aplicação online. Não existem
aplicações convencionais - não se instalam ou atualizam programas.
Trata-se sempre de uma URL. É apenas um browser com algumas
modificações, algo muito simples de usar", explicou Sundar.

A
interface do Chrome OS reproduz um browser, com abas fixas no canto
esquerdo que levam usuário a seus serviços favoritos. No canto superior
esquerdo, um menu traz ícones para aplicativos sugeridos pelo Google.

Todos
os dados criados ou gerenciados no Chrome OS são guardados na internet
- a partição do disco de estado sólido do netbook voltada aos arquivos
serve apenas de cache, para agilizar o acesso.

Segundo Sundar,
o Chrome OS segue os mesmos três princípios que guiaram a criação do
Chrome: velocidade, simplicidade e segurança.

Como carrega uma
versão modificada do Chrome, o sistema é totalmente carregado e está
pronto para uso em 7 segundos, contra 45 segundos de equipamentos com
sistemas operacionais completos, segundo o Google.

A partir do
momento em que se baseia apenas em links para serviços online, sejam
eles do Google ou não, o Chrome OS diminui consideravelmente o risco de
infecções ou problemas de código que podem ameaçar a segurança do
usuário.

Quando o sistema encontra algum problema durante sua
inicialização, o próprio Chrome OS identifica onde está o problema e se
reinstalada automaticamente, sincronizando informações do usuário, como
serviços mais usados.

Todos os arquivos gerenciadas a partir do sistema serão encriptados como forma de aumentar a segurança do usuário.

A
execução de aplicativos específicos, como a que reúne contatos do
usuário, ou de músicas que o usuário pretende ouvir será feita a partir
de janelas pop-up abertas no canto inferior direito do Chrome OS,
chamadas de "painéis" pelo Google.

Segundo Sundar, qualquer serviço online será suportado no Chrome OS.

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