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HP faz seis aquisições bilionárias em 13 anos

Antes da 3Com, esta semana, por US$ 2,7 bilhões, a HP realizou outras cinco aquisições de empresas de tecnologia avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

Network World

13/11/2009 às 8h30

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A notícia de que a HP vai investir 2,7 bilhões de dólares na aquisição da fornecedora de equipamentos de rede 3Com, esta semana, movimentou o mercado de tecnologia e fez com que os observadores do setor voltassem no tempo atrás dos motivos da negociação. Confira a lista de aquisições bilionárias realizadas pela HP nos últimos 13 anos.

3Com

A HP anunciou no dia 11 de novembro que pagaria muito para adicionar os switches, roteadores e produtos de segurança da 3Com ao seu negócio ProCurve. Além disso, a empresa também pode rodar seus data centers de próxima geração nos equipamentos de rede da 3Com.
A aquisição possibilita também concorrer com outras empresas do setor, como a Cisco Systems. “Isso dá uma mudança de centro para a HP – uma nova marca”, afirmou o analista do H3C 12500 da 3Com, Steve Schuchart.

EDS
Em 2008, a HP anunciou um investimento de 13,9 bilhões de dólares para ampliar exponencialmente seus negócios em serviços de Tecnologia da Informação (TI) com a aquisição da EDS. De olho na IBM, a compra elevou a empresa rapidamente na lista de provedores de serviços, a deixando atrás da concorrente, como a segunda maior fornecedora global.
“Serviços de TI são uma parte grande e estratégica do mercado e influenciam outras compras de tecnologias”, disse Ben Pring, vice-presidente de pesquisas da consultoria Gartner.

Opsware

Em 2007, a HP adquiriu a Opsware. O ganho da HP incluiu tecnologia de automação que poderia ser aplicada para configuração e oferta de componentes físicos e virtuais em redes, sistemas, armazenamentos e aplicações em um data center. A HP foi uma das primeiras entre as maiores produtoras de softwares do mercado a incorporar esse tipo de tecnologia em seu portfólio de produtos.

“O próximo grande passo para as quatro grandes vendedoras de gerenciamento [BMC, CA, HP E IBM] é mover para automação nas áreas de gerenciamento de configuração e alocação de recursos”, afirmou Will Cappeli, vice-presidente de pesquisas do Gartner, na época da aquisição, em entrevista à Network World.

Na verdade, o investimento de 1,6 bilhão pela companhia de automação de softwares teve o efeito indireto de elevar o preço da competidora da Opsware BladeLogic, que mais tarde foi adquira pela BMC por 800 milhões de dólares.

Mercury Interactive
Um dos primeiros movimentos da HP para ampliar sua atuação em softwares de gerenciamento de redes - solução conhecida na época como OpenView - e transformá-la em um pacote mais amplo de administração de TI, foi a compra da fornecedora de sistemas de gerenciamento de aplicações Mercury Interactive, por 4,5 bilhões de dólares.

A HP já havia adquirido fornecedores menores de gerenciamento de software como Peregrine Systems, Novadigm e Consera Software, mas nenhum deles prometia o aumento de receita que a Mercury poderia oferecer, disseram analistas na época.

Em 2005, a HP apresentou uma receita líquida de 1 bilhão de dólares com sua área de software. A aquisição da Mercury deveria aumentar a receita da divisão para mais de 2 bilhões de dólares anualmente, segundo a HP. Em 2008, o resultado do segmento de software da empresa superou 3 bilhões de dólares.
 
Compaq
A oferta da HP pela Compaq em 2002 foi alvo de muita especulação da indústria e preocupação de clientes, mas no final as duas companhias se uniram com suas divisões independentes de microcomputadores, impressoras e servidores por cerca de 25 bilhões de dólares.

Na ocasião, a consultoria Gartner sugeriu que a HP enfrentaria diversos desafios para eliminar a duplicidade de seus negócios e seguir em frente após a fusão.
 
"Tanto a HP como a Compaq dependiam de parcerias táticas com terceiros para atender as necessidades de infraestrutura de software de seus clientes” comentou o Gartner.

A consultoria também comentou, na época, que HP e Compaq não tinham um histórico consistente na área de infraestrutura de software, contrariando o que disse a então Chief Executive Officer (CEO) da HP, Carly Fiorina. Segundo ela, a nova HP estabeleceria um padrão de inovação e teria de tornar sua divisão de software independente para assumir a liderança no setor.

VeriFone
Em 1997, a HP pagou 1,2 bilhão de dólares para adquirir a VeriFone, fornecedora de tecnologias para smart cards e comércio eletrônico, com o objetivo de auxiliar clientes nas áreas de serviços financeiros e outros segmentos ligados a negócios online.

O negócio acabou gerando prejuízo para a HP cinco anos mais tarde, quando a empresa registrou uma perda de 48 milhões de dólares com as áreas de software ligadas à VeriFone. Em 2001, a empresa vendeu os ativos da VeriFone para o grupo Gores Technology.