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Microsoft x Google: gigantes entram em guerra por nuvem

Apesar de parecerem indiferentes, as empresas travam uma batalha nos bastidores, apostando na tendência de computação em nuvem.

IDG News Service

10/11/2009 às 7h45

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"Toda guerra pode se transformar em decepção," diz o ditado popular. Citado por Sun Tzu no livro A Arte da Guerra, essa pode ser a colheita que Google e Microsoft estão tendo ao travarem suas batalhas para dominar o mercado corporativo de softwares sob o modelo de nuvem.

Pacotes para escritórios e várias outras aplicações corporativas estão migrando de desktops para nuvem. O mercado e as ofertas ainda podem ser “imaturas” agora, mas ambas as companhias estão se posicionando para tomar vantagem dessa tendência, enquanto acirram a competição a cada oportunidade.

Um exemplo da guerra é a briga recente entre as companhias para vender produtividade de escritório e serviços de e-mail para a cidade de Los Angeles, que adotou o Google Apps. Em setembro, antes da decisão tomada pela cidade, o Google não deu importância à crítica da Consumer Watchdog, grupo de defesa ao consumidor, sobre a segurança do seus serviços baseados em nuvem, mas publicou rapidamente um documento de “checagem rápida” para distribuir aos oficiais da cidade, dando suporte a declarações de confiança e segurança.

Segundo o site de notícias The Industry Standard, o Google afirmou que o Consumer Watchdog estava “sendo pago para falar apenas do Google,” sem informar nomes de terceiros que, supostamente, pagavam o grupo.

Agora que a empresa já fechou o negócio de 7,25 bilhões de dólares com Los Angeles, não há nenhum press release ou post em blog comentando a vitória. Em meio à situação, o vice-presidente sênior da Microsoft afirmou que “empresa não pode perder tempo se preocupando no que o Google está fazendo”.

Portanto, não se engane: isso é guerra. O mercado ainda está em estado de desenvolvimento, e apenas pequenas brigas ocorreram entre a Microsoft e o Google até agora, mas as batalhas devem se intensificar nos próximos anos, conforme as empresas se interessam pelo custo potencial e economia de infraestrutura, além de outros benefícios da computação em nuvem. Apesar de esconderem no meio público, a briga nos bastidores é intensa.