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Vivo economiza US$ 28 milhões com data warehouse

Projeto da operadora unificou dados de seis empresas, que transacionavam cerca de 2 bilhões de registros diários.

Rodrigo Afonso

21/10/2009 às 8h15

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Criada a partir de seis empresas de telecomunicações, a operadora Vivo se viu diante de um grande desafio no processo de unificação das companhias: reunir, em um único data warehouse corporativo (ou repositório de dados), todas as informações de seus mais de 46 milhões de clientes. O cenário era complexo. As empresas reunidas contavam com ferramentas de diversos fornecedores de business intelligence (BI), diferentes processos e mais de mil usuários.

Tudo isso gerava um tempo de resposta muito alto para a operadora. Para solucionar o problema, a empresa optou pela integração de todos os sistemas na plataforma da Teradata. Esta tarefa envolveu 40 áreas de negócios e 100 usuários concentrados no projeto, focados em integrar 2 bilhões de registros diários. Hoje, o tamanho do banco de dados é de 100 terabytes.

Para chegar à receita ideal, a extração e a análise de dados ficou a cargo de solução da MicroStrategy e todo o processo de desenvolvimento teve relação estreita com a área de negócios. A ordem era não implementar nada que não partisse de uma necessidade dessas áreas. Resultado: uma economia de 28 milhões de dólares.

Deste valor, 15 milhões de dólares foram economizados com impostos, segundo Daniela Calaes, gerente de sistemas de BI da Vivo, que falou em evento da Teradata realizado esta semana em Washington (EUA). Além disso, ao conseguir obter um retrato mais fiel dos consumidores com potencial para se tornarem devedores, a Vivo conseguiu reduzir em 13 milhões de dólares a receita perdida em situações de clientes devedores.

Outro benefício, de acordo com Daniela, foi a possibilidade de dirigir melhor campanhas de marketing para incentivar o consumo de diferentes produtos por clientes com potencial para aumentar gastos. E a própria rede e a cobertura tiveram melhorias. A partir das ferramentas de análise, a Vivo avaliou comportamentos atuais e históricos da rede para otimizar seu uso, identificar falhas e ampliar a infraestrutura onde fosse necessário. Assim, o custo da manutenção caiu em 20% e a capacidade da rede foi ampliada.

Para o futuro, a empresa prepara a integração com a Telemig Celular, cuja conclusão da compra foi realizada em abril do ano passado, e a implementação de novos módulos de informações, que já estão sendo requeridos pelas áreas de negócios. A área de TI da companhia quer também o aumento da performance do data warehouse, buscando garantir a informação sempre em tempo real.

Implementada a ferramenta, a meta agora é transformar o data warehouse na única fonte de dados da companhia, integrando todas as informações isoladas que ainda persistem na corporação.

*O jornalista viajou para Washington DC a convite da Teradata

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