Home  >  Plataformas

Presidente da Datraprev defende software livre

Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social adotou software livre há cerca de 10 anos.

Redação

28/07/2009 às 14h30

Foto:

O presidente da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), Rodrigo Assumpção, declarou nesta segunda-feira (27/7), em Brasília, que a criação de software livre "deve ser a regra, e não a exceção, na empresa, além de um processo regular de desenvolvimento na rotina de trabalho". Segundo cálculos do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), entre abril de 2008 e abril de 2009, o Governo brasileiro economizou 370 milhões de reais com o uso de software livre.

O executivo participou da abertura do 5º Fórum de Tecnologia, Informação e Comunicação, quando se discutiu desenvolvimento de softwares livres, prática que a Dataprev adotou há cerca de dez anos.

O gerente da Unidade de Desenvolvimento de Software da Dataprev, Érico José Ferreira, disse que o desenvolvimento de softwares livres está sendo feito com o engajamento de várias unidades estaduais da empresa. Segundo ele, o sistema de código aberto usado atualmente permite, dentre outros serviços, o acompanhamento do tempo de atendimento nas agências da Previdência Social.

Na área de ensino a distância, o uso de uma ferramenta livre possibilitou a capacitação de 32 mil servidores nos últimos dois anos. Para ele, os cursos online trouxeram economia, flexibilidade e rapidez, com impacto direto na vida das pessoas.

A Dataprev é responsável também pelo desenvolvimento do Sistema de Acordos Internacionais de Seguridade Social, usada pelo Mercosul para transmissão de dados previdenciários de trabalhadores migrantes de países do bloco. Ferreira informou que estão sendo desenvolvidos ainda projetos como o da TV Digital Social, que deverá disponibilizar recursos audiovisuais e interativos do setor público na TV aberta.

O Cadastro Nacional de Informações Sociais, que também foi produzido pela Dataprev, reúne 190 milhões de registros de informações cadastrais dos contribuintes da Previdência Social e de empregadores, desde 1976.

De acordo com publicação distribuída durante o fórum, a Previdência Social convive eventualmente com falhas de grande vulto nas redes das operadoras que trabalham com o sistema. Para o gerente do Departamento de Redes de Telecomunicações da Dataprev, Luís Antônio Najan, o serviço que as operadoras oferecem é precário. Najan critica o fato de elas não darem explicações convincentes sobre as interrupções na comunicação.

Para ele, as operadoras deveriam investir em infraestrutura, mas isso parece não interessá-las, porque não se importam em pagar multas pelas falhas, uma vez que têm seguro para cobri-las. Najan, que é especialista em redes de comunicações, lembrou que o maior problema de interrupção ocorreu em julho de 2008 com a rede da Telefônica no estado de São Paulo. Durante dois dias e meio, 199 agências ficaram fora do ar.

No entanto, ele ressalta que os problemas são mais sérios na Região Norte. Najan citou a falha ocorrida na rede da Telecom, outra operadora que presta serviços à Previdência, em abril do ano passado: agências dos estados do Acre, de Mato Grosso e Roraima ficaram paradas durante uma hora.

De acordo com Najan, outra consequência das falhas nas redes de comunicações é a interrupção de atendimentos, perícias médicas e outros serviços prestados pelas agências, causando problemas sérios para os usuários.

*Com informações da Agência Brasil

Deixe uma resposta