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Speedy: Telefônica investirá R$ 70 mi nos próximos meses

São Paulo - Empresa apresenta plano com três etapas para solucionar problemas. Medidas incluem ampliação da rede IP e substituição de equipamentos DNS.

Fabiana Monte

26/06/2009 às 17h07

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A Telefônica apresentou à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), nesta sexta-feira (26/06), um plano de ação para solucionar os problemas com o Speedy, seu serviço de acesso à Internet em banda larga. Nos próximos meses, a empresa investirá 70 milhões de reais na rede do Speedy. No ano, o montante soma 750 milhões de reais.

A proposta da operadora é dividida em três etapas: 30 dias, 90 dias e 180 dias. Envolve, entre outros pontos, a ampliação da rede IP da operadora, bem como da capacidade dos equipamentos DNS - que indicam para onde cada endereço IP deve apontar quando o servidor receber uma requisição de acesso a um determinado site. Além disso, a empresa também se compromete a rever procedimentos de intervenção e aumentar a segurança da rede.

No próximo mês, a empresa vai focar em promover melhorias na rede IP, incluindo a troca e a instalação de roteadores e outros equipamentos. A capacidade dos servidores DNS será duplicada, de acordo com a operadora. Segundo o presidente da empresa, além das mudanças na infraestrutura, haverá alterações de procedimento para agilizar e tornar mais eficiente o processo de atendimento, gerenciamento de rede, instalação e manutenção.

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O plano apresentado à Anatel é uma tentativa da Telefônica de retomar as vendas do Speedy, suspensas desde a última terça-feira (23/06), quando entrou em vigor a determinação da agência para a operadora deixasse de comercializar o serviço, devido aos inúmeros problemas que a oferta vinha enfrentando.

A assessoria de imprensa do órgão regulador informou que não há prazo para concluir a análise do plano apresentado pela Telefônica. Mas só depois que a Anatel avaliar a proposta é que a agência decidirá se mantém ou suspende a proibição das vendas do Speedy.

Histórico
A Telefônica enfrentou várias panes em seus serviços de banda larga e de telefonia fixa nos últimos 12 meses. A mais séria delas aconteceu em julho de 2008, quando os clientes da empresa ficaram por 36 horas sem o Speedy. Na ocasião, um problema no roteador, equipamento que faz o controle do tráfego da internet, em Sorocaba, interior de SP, foi apontado pela empresa como o responsável pela pane.

Em abril, o serviço de banda larga da Telefônica ficou instável por quase uma semana. A empresa apontou ataque de crackers como o motivo para a instabilidade do Speedy. No começo de junho de 2009, foi a vez da telefonia fixa enfrentar problemas, deixando mudos telefones de várias regiões do Estado de São Paulo por 14 horas. Desta vez, a Telefônica culpou um prestador de serviço, que cometeu uma falha humana, de acordo com comunicado distribuído pela operadora.

Uma reportagem de COMPUTERWORLD, que ouviu especialistas e ex-funcionários do alto escalão da operadora, aponta que a excessiva terceirização de serviços e a falta de investimentos estão na raiz dos problemas enfrentados pela companhia.

Em junho, nova instabilidade afetou os usuários do Speedy. A Telefônica disse que os problemas eram localizados e não afetavam vários clientes do serviço.

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