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Nuvem privada é modelo ideal para quem quer segurança

São Paulo - De olho na segurança das informações, bancos estudam adotar nuvens privadas.

Rodrigo Afonso

24/06/2009 às 7h00

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Segurança é uma das principais discussões quando o assunto é computação em nuvem. Especialmente quando se discute a adoção de cloud computing pelo setor bancário. Cezar Taurion, diretor de novas tecnologias aplicadas da IBM Brasil, diz que os bancos não poderão aderir às nuvens como elas são na sua essência: públicas e acessáveis via internet. Instituições com necessidade muito grande de segurança terão de investir no conceito de nuvens privadas.

Segundo Taurion, o que a nuvem privada tem de diferente é o fato de restringir acesso, pois se encontra atrás do firewall da empresa. “É uma forma de aderir à tecnologia mantendo controle do nível de serviço e aderência às regras de segurança. Os bancos também precisam ter certeza da disponibilidade e do desempenho dos serviços”, afirma.

Para dar início à adoção da tecnologia, a principal tendência é que os bancos a apliquem em ambientes de desenvolvimento isolado. São áreas com grande necessidade de alocação de recursos e que representam um bom teste para a tecnologia. “Outra vantagem é que não afeta o ambiente de produção”, completa Taurion.

Se os bancos vão criar sua nuvem privada na infraestrutura própria, o mercado também conta com nuvens privadas em ambientes externos. É o que faz a DHC, que oferece serviços de cloud privado, sem conexão à Internet. “Mantemos a vantagem da flexibilidade e da elasticidade com alto nível de segurança”, relata Alexandre Cadaval, diretor de Engenharia e Produtos da DHC.

A Locaweb, que anunciou na última semana a marca de mil clientes de cloud computing, trabalha com diversos modelos: desde os mais simples, públicos, que podem ser contratados diretamente pela internet e voltados para pequenos negócios, até a nuvem privada, na qual o cliente conta com hardware próprio.

Para Andrew Andrade, diretor de produtos da Locaweb, a nuvem privada é indicada para grande parte dos clientes que antes necessitavam de servidores dedicados. A única exceção é quando o cliente faz uso muito intensivo de I/O (atividades do disco). “No entanto, 99% dos assinantes corporativos são bem atendidos pela nuvem privada”, garante.

Marco Américo, vice-presidente executivo de data center da Diveo, que possui cerca de 60 mil usuários finais de cloud computing, afirma que toda a oferta chamada de nuvem privada deveria ter outro nome. Segundo o executivo, falar em cloud computing implica em falar de um sistema de computação pronto para se aproveitar de uma infinidade de recursos, como vídeos do Youtube, mapas do Google e diversos outros serviços.

“Se não está conectado à internet, não é nuvem. Os bancos estão certos em definir seu próprio modelo, mas para ser chamada de nuvem, a estrutura precisa contar com a integração de diversos serviços por meio da web”, assinala.

Para a fabricante de equipamentos de rede Cisco, não há difereça clara entre os dois modelos quando o assunto é segurança. "Atualmente, é difícil avaliar o que é mais ou menos seguro em termos de infraestrutura. A única certeza é que qualquer solução precisa de segurança", afirma Ghassan Dreibi, gerente de desenvolvimento da Cisco.

Para Dreibi, as nuvens públicas podem, até, trazer um benefício de segurança: hoje as empresas do setor já criam estruturas com trocas de informações em tempo real, o que aumenta a inteligência no combate aos riscos. "A correlação de informações alimenta uma base de dados que analisa eventos e pode, inclusive, barrar com mais eficiência ataques direcionados".

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