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Speedy: Anatel e Telefônica divergem sobre suspensão da venda

São Paulo - Agência Nacional de Telecomunicações informa que medida vale a partir da publicação no Diário Oficial e operadora diz que tem 24 horas para acatar determinação.

Fabiana Monte

22/06/2009 às 12h21

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A suspensão da venda de novas assinaturas do Speedy vale a partir desta segunda-feira (22/06), informou a assessoria de imprensa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo o órgão regulador, a publicação das medidas punitivas no Diário Oficial da União vale como notificação oficial para a empresa.

Já a Telefônica diz, por meio de sua assessoria de imprensa, que legalmente tem um prazo de 24 horas a partir da notificação para acatar as determinações da agência. Considerando esses termos, a venda do Speedy seria suspensa a partir desta terça-feira, junto com o atendimento das demais decisões do órgão regulador.

Em comunicado à imprensa, a operadora declara que ainda não tem conhecimento dos termos do processo em trâmite na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e não recebeu cópia do ato. Por isso, a empresa aguardará o recebimento do documento para se pronunciar de maneira mais ampla sobre o assunto.

O sócio da Koury Lopes Advogados, Guilherme Ieno, avalia que se a
Telefônica permanecer vendendo o serviço de banda larga Speedy nesta
segunda-feira (22/6), terá de ser multada.  "A decisão vale a partir da
data de publicação no Diário Oficial da União e não especifica prazo",
diz ele.

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A Telefônica enfrentou várias panes em seus serviços de banda larga e de telefonia fixa nos últimos 12 meses. A mais séria delas aconteceu em julho de 2008, quando os clientes da empresa ficaram por 36 horas sem o Speedy. Na ocasião, um problema no roteador, equipamento que faz o controle do tráfego da internet, em Sorocaba, interior de SP, foi apontado pela empresa como o responsável pela pane.

Em abril, o serviço de banda larga da Telefônica ficou instável por quase uma semana. A empresa apontou ataque de crackers como o motivo para a instabilidade do Speedy. No começo de junho de 2009, foi a vez da telefonia fixa enfrentar problemas, deixando mudos telefones de várias regiões do Estado de São Paulo por 14 horas.

Dessa vez, a Telefônica culpou um prestador de serviço, que cometeu uma falha humana, de acordo com comunicado distribuído pela operadora.

Uma reportagem do Computerworld, que ouviu especialistas e ex-funcionários do alto escalão da operadora, aponta que a excessiva terceirização de serviços e a falta de investimentos estão na raiz dos problemas enfrentados pela operadora.

Nesta semana, nova instabilidade afetou os usuários do Speedy. A Telefônica disse que os problemas eram localizados e não afetavam vários clientes do serviço.

*Com colaboração de Daniela Braun, do IDG Now!

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