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O momento é bom para trocar de emprego?

São Paulo - Consultores avaliam os prós e os contras em acertar os ponteiros com uma nova proposta profissional em um cenário de instabilidade financeira.

Andrea Giardino

15/05/2009 às 8h23

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Diante do cenário de incertezas provocado pela crise financeira internacional, muitos profissionais estão recusando propostas para trocar de emprego, mesmo que para ganhar o dobro do salário atual.

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Inúmeras são as dúvidas em relação ao mercado e às empresas, dificultando qualquer projeto que envolva traçar uma estratégia para o futuro da carreira ou saber se a escolha será acertada. 

 “É preciso avaliar as propostas com bastante cautela”, recomenda Matilde Berna, diretora de transição de carreira da Right Management, consultoria especializada na recolocação de executivos.

Inclusive no setor de tecnologia, que continua aquecido, possui um bom volume de vagas em aberto e  enfrenta um ‘gap’ de gente qualificada, o ideal é ponderar alguns aspectos.

Inicialmente, diz o consultor de gestão e carreira Julio Sergio Cardozo, deve-se analisar a situação da empresa e a do profissional dentro dela – se há planos de ascensão e possibilidade de assumir novos desafios.

Se isso não acontece, Cardozo aconselha o profissional a avaliar se já evoluiu o suficiente ou deve investir na concretização de seus objetivos, afirma. Outra dica importante, atenta o consultor, é colocar na balança se os objetivos pessoais estão alinhados com os da companhia que fez o convite.

Um passo mal dado, em meio a um quadro de total instabilidade, pode complicar o processo de recolocação, caso o profissional não se adapte ao novo emprego. “Arriscar agora só quando se tem certeza da decisão”, orienta o consultor.      

Foi o que aconteceu com o executivo Ricardo Poças Leitão, 35 anos. Após atuar por dez anos no mercado americano, na Progress Software, ele resolveu voltar ao Brasil há cerca de dois meses.

Aceitou o convite da Software AG para ocupar o cargo de diretor de serviços da companhia na operação local, embora reconheça que o momento não é um dos mais favoráveis para mudar. “O risco sempre existe. A diferença consiste em detectar quando oportunidade é interessante”, diz.

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