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Abinee quer participação do setor de eletroeletrônicos no PIB quase dobre até 2020

São Paulo - Associação realiza estudo para propor medidas que garantam o crescimento do setor no País.

Fabiana Monte

27/04/2009 às 8h00

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A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) está finalizando um estudo que avalia o setor eletroeletrônico brasileiro e projeta como será a indústria em 2020. Segundo Humberto Barbato, presidente da associação, a intenção é quase duplicar a participação do segmento no PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

"Queremos sair de uma representação do PIB dos atuais 4,3% para 7% em 2020", informa o executivo.

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De acordo com Barbato, a decisão da Abinee de realizar o estudo, elaborado pela LCA Consultores, foi impulsionada pela preocupação da entidade em haver uma retração do setor de eletroeletrônicos no País, devido ao défict da balança comercial.

"Não podemos permitir que o setor, a cada ano que passa, aumente seu nível de importações e continuemos a ver um nível de desnacionalização do setor como vem acontecendo nos últimos anos", critica o presidente da Abinee.

Para reverter este quadro, pondera o executivo, é preciso estabelecer medidas como desoneração tributária, política industrial e incentivos fiscais. Barbato ainda não definiu quais serão as propostas que o documento gerará, mas disse que "vai ter de todo o tipo", com o objetivo de atrair fornecedores de fabricantes que já estão instalados no Brasil.

"São medidas que vamos propor para que o setor seja prioritário para o País. Sem sombra de dúvidas, o segmento de componentes eletrônicos é a área mais afetada pela balança comercial", analisa o presidente da Abinee.

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