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Internet Explorer mantém domínio no ambiente corporativo

São Paulo - Especialistas e usuários apontam facilidade de gestão e integração com outros sistemas como motivo pela preferência das empresas pelo navegador.

Redação

19/03/2009 às 9h22

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O lançamento da nova versão do Internet Explorer, IE8, é vista como uma resposta da Microsoft ao avanço de outros browsers no mercado de usuários domésticos. No mercado corporativo, o navegador da Microsoft continua dominante e muito desta liderança ocorre em função da facilidade de gestão e de integração com outros aplicativos, de acordo com especialistas e usuários ouvidos pelo COMPUTERWORLD.

Rinaldo Angelicola, diretor da FTI Consulting, lembra que nos últimos anos a Microsoft focou-se muito na integração de seus produtos, principalmente com foco em aumentar o nível de segurança. “Hoje se fala muito mais em ‘plataformas’ do que em produtos isolados. Um bom exemplo é o Forefront, ferramenta de antivírus, que é uma plataforma”, ressalta.

Neste sentido, o analista acredita que Internet Explorer oferece hoje melhores condições de gestão dos controles de acesso à internet pelos administradores de ambiente, devido a sua integração com as diretrizes de segurança definidas nas GPOs do Active Directory e controles de acesso do ISA. “O Firefox, por exemplo, burla uma série destes controles”, diz.

Além disso, Angelicola lembra existir uma maior interoperabilidade entre o IE e demais produtos da Microsoft. “Eu, por exemplo, tenho o Firefox como browser primário o Firefox, mas não é possível realizar 100% de navegação sem recorrer ao IE. Os sites que possuem um alto nível de segurança em componentes desenvolvidos em Java da MS, não rodam no Firefox”, afirma.

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Do lado das empresas usuárias, as justificativas para o domínio do IE coincidem com a opinião do analista. A Universidade Metodista, por exemplo, enfrenta duas realidades. Na área acadêmica, a instituição de ensino utiliza todos os principais navegadores. “Temos máquinas com diversos sistemas operacionais”, justifica Wilson Baraban Filho, gerente de telecomunicações e redes da empresa. Agora, nas máquinas do pessoal da administração, somente o Explorer é permitido.

Segundo o gerente, o sistema de gestão da universidade está homologado apenas para o navegador da Microsoft. Mas o departamento de tecnologia da instituição está trabalhando para adaptar o software, desenvolvido internamente, para trabalhar com os outros browsers. “Não temos nenhuma restrição de segurança, a diferença dos outros navegadores está na visualização”, explica.

Em relação ao gerenciamento de atualizações dos sistemas, Baraban afirma que, na Metodista, não há muita diferença entre os navegadores, mas que isso só é possível porque a instituição utiliza um sistema de gerenciamento de ativos que permite atualizar todos os sistemas de forma centralizada. Sem o software, seria mais fácil gerir as atualizações do Explorer. “Nós temos instalado o Windows Server Update Server (WSUS), que permite fazer esse tipo de gerenciamento”, explica.

Na Kimberly-Clark, o Explorer é o navegador padrão. A empresa está na versão 6 do software, mas deve atualizar o sistema em breve, quando completar a migração para o Windows Vista. “A razão de utilizarmos o IE é que temos uma imagem distribuída globalmente na qual o navegador é o IE, assim como toda a suíte Microsoft; essa definição foi realizada já há algum tempo e levou em consideração a expertise da empresa, e a otimização do TCO”, explica Paulo Biamino, gerente de informática da companhia.

A atualização para a versão 7 do Explorer está atrelada à implantação do Vista. Como a empresa não vai investir em atualização de máquinas para fazer a migração, ela só deve concluir a mudança no final de 2010. “Os equipamentos não compatíveis com o Vista serão substituídos naturalmente”, declarou Biamino.

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