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Fabricante de DRAM Qimonda entra com pedido de concordata na Alemanha

Empresa receberia investimento de 325 milhões de euros, mas dinheiro não chegou a tempo de evitar a concordata.

IDG News Service

23/01/2009 às 12h37

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A fabricante de memórias DRAM Qimonda entrou com pedido de concordata na Alemanha nesta sexta-feira (23/01). A movimentação ocorre por conta da não concretização, em tempo hábil, de um investimento que seria feito pelo governo do estado de Saxony, na Alemanha, em conjunto com uma instituição financeira de Portugal e com a Infineon Technologies.

Os problemas econômicos enfrentados pelas empresas de DRAM afetaram de forma contundente a Qimonda. A queda dos preços dos produtos foi tão acentuada ao ponto de manter os custos de produção acima dos valores de venda. Com a diminuição do consumo no final do ano passado, resultado da crise financeira, as fabricantes de memórias passaram a enfrentar ainda mais dificuldades.

No final do mês de dezembro, a empresa se tornou a primeira fabricante de memórias a receber ajuda financeira governamental. O acordo com o governo de Saxony e as outras duas empresas previa um empréstimo de 325 milhões de euros. Mas, segundo a Qimonda, o dinheiro ainda não foi recebido.

Antes do anúncio de concordata da Qimonda, parecia que os governos iriam garantir a saúde financeira de suas empresas. Em Taiwan, por exemplo, foram prometidos 5,96 bilhões de dólares para ajudar as companhias locais.

Ainda não está claro como o pedido de falência vai afetar a Qimonda. Segundo a empresa, suas operações na Alemanha sofreram impactos, mas a companhia não deu mais detalhes. A empresa possui cerca de 12,2 mil funcionários, sendo 6 mil na Alemanha.