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Política de desenvolvimento produtivo coloca o Brasil como alternativa à Índia

Para Brasscom e Softex, Brasil passa a apresentar propostas mais competitivas ao mercado internacional.

Fabiana Monte

12/05/2008 às 18h12

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A Política de Desenvolvimento Produtivo, anunciada hoje (12/05) pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, posiciona definitivamente o Brasil como uma alternativa válida a países como a Índia, que têm boa parte da sua exportação vinculada com os setores de software e serviços em TI.

"O mundo inteiro está olhando o Brasil como alternativa à Índia, mas até agora o governo não tinha dado uma manifestação clara a respeito. Hoje a mensagem foi passada", comemora Antônio Carlos Rego Gil, presidente da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Softwares e Serviços de TI).

Para ele, as medidas apresentadas são muito representativas economicamente, especialmente a desoneração da folha de pagamento, que pode gerar uma redução de 13,5% em impostos. "Posso dizer que as coisas ficaram 13,5% mais fáceis. Há setores em que o Brasil tem uma capacitação técnica maior que Rússia, China e Índia. Em alguns casos, a oferta brasileira será mais cara, mas ela é mais qualificada", analisa.

Para Djalma Petit, diretor de mercado da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), a política chega em um momento importante: “Estávamos perdendo mercado por conta da desvalorização do dólar.
Desonerando a folha de pagamento, o Brasil passa a apresentar propostas
mais competitivas no mercado internacional”.

Petit destaca que, apesar de apenas contemplar as empresas exportadoras e não a indústria em geral, a política vai beneficiar diretamente as empresas exportadoras — em sua maioria companhias de médio e grande porte. "Mas, levando em consideração todo o conjunto de proposta, o setor inteiro, inclusive as pequenas empresas, será beneficiado", disse.

Descartes de Souza Teixeira, diretor do Instituto de Tecnologia de Software (ITS), também se mostrou otimista com as medidas anunciadas. Segundo Teixeira, esse era o estímulo que faltava para o Brasil ganhar espaço no mercado global de software.

Antônio Carlos Gil, presidente da Brasscom, aponta que as metas da política industrial em elevar exportações de software para 3,5 bilhões de dólares até 2010 e criar 100 mil novos empregos formais no mesmo período colocam o Brasil entre os cinco centros globais de tecnologia da informação do século XXI. "As medidas divulgadas pelo governo são o primeiro passo para que o país apareça entre os três principais centros", completou Gil.

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