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Incentivos do governo federal colocam Brasil no mapa de software, defende associação

Para Descartes Teixeira, do ITS, acordo era o que faltava para o setor de software explodir e o de serviços aproveitar a onda do offshore.

Vinicius Cherobino

12/05/2008 às 17h46

Foto:

A Política de Desenvolvimento Produtivo,
anunciada hoje pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, conta com diversos
benefícios para estimular a exportação de software no País
. Um dos principais
objetivos do PDP é aumentar a exportação de software brasileiro em mais de
quatro vezes, além de prever desoneração de mais de 21 bilhões de reais nos diversos
setores beneficiados.

“Esse era o estímulo que faltava para o Brasil ganhar espaço
no mercado global de software”, afirma Descartes de Souza Teixeira, diretor do Instituto
de Tecnologia de Software (ITS).

Segundo ele, o ponto de maior importância do anúncio
está na desoneração da folha de pagamento. “[o setor de software] Trabalha há
dois anos com o governo para que fosse olhada essa questão. Ela finalmente foi
abordada”, comemorou.

O especialista completou: “Como o INSS é 20% da folha, estávamos
perdendo competitividade. Era isso o que faltava para ganhar o mercado local ou
para desafiar o crescimento de países como Argentina e Uruguai que cresciam em
nossas barbas”.

José Curcelli, presidente da Associação Brasileira das
Empresas de Software (ABES), é mais cauteloso. Ressaltando que o ministro Miguel
Jorge usou os mesmos números apresentados pelo setor de software, ele
acrescentou: “parece que agora estamos dando um passo. Mas, como depende da
aprovação de medidas provisórias, o momento é de espera”.

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Curcelli questiona o controle do incentivo para exportação: “Como
vai ser feito o controle dentro da empresa? Os funcionários terão carimbos
‘exportador’? É algo que precisa ser trabalhado”.

O presidente da Abes também criticou
a idéia de ‘meritocracia’, já que a redução de impostos será dada na medida em que a fatia
de exportação das empresas aumentar. “É um fator burocrático. Estamos
otimistas, mas precisamos cobrar para que o projeto tenha sucesso, ao contrário da iniciativa anterior”,
argumentou.

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