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Busca corporativa terá papel importante nas empresas até 2012, segundo o Gartner

Alguns analistas viram a compra da fabricante de busca corporativa Fast pela Microsoft como uma validação para esse mercado.

IDG News Service

11/04/2008 às 14h50

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As ferramentas de busca corporativa serão soluções adotadas
em larga escala e que exigirá muito de TI nos próximos anos, diz o analista do
Gartner Whit Andrews.

"Tecnologia de acesso a informações localizará e
analisará mais de 90% dos dados em mais de 50% das corporações da lista Global
2000 até o final de 2012”,
de acordo com as informações reveladas por Andrews durante a conferência ITxpo,
do Gartner. O instituto de análises se refere à busca corporativa pelo termo
“tecnologia de acesso a informações”.

Alguns analistas viram a ação de compra da fabricante de
solução de busca corporativa Fast Search & Transfer pela Microsoft como uma
validação para esse mercado. Ela competirá com uma série de grandes
fabricantes, como a Autonomy, além de companhias menores, incluindo a Recommind
e X1 Technologies.

“Todos os fabricantes de infra-estruturam precisam responder
de alguma forma à demanda efetiva por tecnologia de busca em seus produtos”,
disse Andrews.

Não está claro ainda, porém, se o mercado assistirá a uma
maior consolidação, dado o alto custo de aquisição de um grande fabricante
independente, disse ele. (A Autonomy tem uma capitalização de Mercado de 4
bilhões de dólares, de acordo com dados publicados em seu site). “A essa
altura, o que eu vi é que este é apenas o início de uma longa história... Não é
fácil saber aonde isso tudo vai dar.”

Sobre os fabricantes menores, Andrews disse estar confiante
de que eles estão todos querendo ser adquiridos a essa altura. “Eu acredito que
se eles não forem comprados, então precisarão atingir um alto nível de
especialização”, diz o analista.

Qualquer que seja o destino que as empresas escolham seguir
no âmbito da busca corporativa, elas enfrentarão grandes desafios, incluindo a
alta expectativa dos usuários.

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“Os usuários finais da tecnologia de acesso a
informações não reconhecem ou respeitam as divisões que a arquitetura dessas
aplicações forçaram dentro da estratégia de acesso.”

A informação em si precisará ser organizada e elevada a um
nível mais alto, disse o analista em sua apresentação. “Questões críticas
incluem a flexibilidade de indexação, incorporação de segurança até o nível do
documento e, em alguns casos, até ao nível do subdocumento, e a flexibilidade
para acessar APIs em aplicativos de negócios.”

A metodologia geral para a coleta de resultados de busca
também mudará, conforme prevê Andrews.  

“O modelo clássico para a tecnologia de acesso a informação
é o de uma aranha, que circula pelas teias de uma rede de documentos e retorna
com uma imagem de sua estrutura... Porém, esse modelo exige que o dado seja de
alguma forma antigo e não pode ser aceito por aplicativos de negócios
relevantes ou pelos bancos de dados que eles alimentam e pelos quais são
alimentados”, observa.

Um modelo emergente, nas palavras de Andrews, pode ser
descrito como uma formiga: “ao invés de atravessar todo um conjunto de
documentos e armazenar uma imagem daquilo que encontra, ela anda por caminhos
conhecidos para descobrir dados frescos e retornar com eles para a colônia,
onde ele pode ser fundido a outras informações para o bem de todos.”

Andrews ainda prevê
que:

- Até o final de 2012, nenhuma empresa da Global 2000 terá
uma plataforma de acesso a informações absolutamente padronizada.

- Soluções de business intelligence trabalharão em conjunto
com ferramentas de busca corporativa em 90% das companhias da Global 2000 até
2012.