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LiMo prepara lançamento de plataforma Linux para telefonia

Primeira versão do software de plataforma aberta para telefones móveis deve ser lançada em março deste ano. Na próxima semana sai a versão beta dos APIs.

IDG News Service

06/02/2008 às 16h45

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A LiMo Foundation planeja lançar em março a primeira versão de sua plataforma de software Linux para telefones móveis, com aparelhos rodando o software logo em seguida. O objetivo da LiMo é oferecer aos fabricantes de aparelhos uma plataforma aberta e independente de hardware que ofereça um ambiente seguro para o download de aplicativos.

Para Morgan Gillis, diretor executivo da LiMo Foundation, “publicar o código em tempo é uma coisa, mas colocar os aparelhos em funcionamento nas mãos dos consumidores é um ponto importante a provar. Isso vai acontecer muito em breve”.

Na segunda-feira (11/02), a fundação vai publicar uma versão beta das APIs (application programming interfaces), permitindo que os desenvolvedores comecem a escrever aplicativos. O executivo explicou que as APIs ainda estão em versão beta porque o software ainda não está completo e pode mudar até seu lançamento.

A LiMo Foundation está mantendo seu foco no middleware para telefones, permitindo que os fabricantes e as operadoras possam escolher sua própria interface e aplicativos de conteúdo. “Esta liberdade é importante, porque o custo de desenvolvimento do primeiro telefone sobre a plataforma pode ser maior que meio bilhão de dólares”, disse Gillis.

O executivo afirmou que os fabricantes de telefones podem estar receosos de se comprometer com um novo sistema operacional que os obrigue a usar interfaces ou aplicativos de conteúdo de outros fornecedores. “Por isso o Windows Mobile e a Series 60 não ganharam muito espaço. Os fornecedores não se sentem confortáveis”, explicou.

A LiMo enfrenta a competição de outra plataforma aberta, a Android, suportada pelo Google e pela Open Handset Alliance. Para Gillis, a ligação entre o Androide e o conteúdo do Google são outro exemplo de sistema operacional que pode não dar certo.

Embora o código da LiMo não esteja pronto, boa parte dele já vem sendo testada em aparelhos vendidos ou distribuídos por seus membros fundadores, como Motorola, NEC, NTT DoCoMo, Panasonic, Samsung Electronics e Vodafone. A nova plataforma deve ganhar novos elementos, principalmente em seu modelo de segurança. “Segurança nos aparelhos é uma área que tem que ser resolvida rapidamente”, disse Gillis.

O fato de a plataforma da LiMo ser aberta não obriga que os aparelhos também o sejam. O código inclui suporte para assinatura de aplicativos, permitindo aos desenvolvedores de aparelhos ou operadoras bloquearem a execução de downloads não permitidos.

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“As regras usadas para a assinatura de aplicativos são geralmente determinadas pela operadora”, explica Gillis. No entanto, ele lembra que algumas estão adotando procedimentos mais flexíveis em favor de uma abordagem mais aberta.