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Mercado brasileiro sofrerá com falta de desenvolvedores Cobol

Empresas indianas vindo ao Brasil e suporte às 10 bilhões de linhas de códigos que ainda rodam no mundo em aplicativos de negócios aumentam demanda por especialistas.

Luciana Coen

28/08/2007 às 13h10

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Embora o Cobol sejá uma linguagem que já foi retirada da grade curricular da maioria das escolas de tecnologia, ela ainda é amplamente difundida no mundo todo. Estima-se que cerca de 60 a 70% dos negócios no mundo todo ainda rode com base em programas desenvolvidos em Cobol. No entanto, há sistemas, frameworks e outros softwares que rodam por cima deste legado.

De acordo com fonte do COMPUTERWORLD, em evento promovido pela TCS na semana passada, um dos desafios encontrados pela empresa foi a falta de mão-de-obra especializada em Cobol.

A Micro Focus, empresa desenvolvedora da linguagem e representada no Brasil pela DTS, já começou um movimento mundial, chamado de Programa Acadêmico (Academic Program), no qual se voltará para universidades e investirá em treinamento de professores. "Vamos fornecer produtos, dar palestras e retreinar os professores", explica Alexsandro Tolomei, gerente de produtos da Micro Focus para América Latina.

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O objetivo da empresa é terminar o ano de 2008 com 15 universidades ensinando Cobol a seus alunos, sendo que 10 das quais serão no Brasil. Até agora, o Mackenzie já aderiu ao programa.
"É preciso mostrar a todos que o Cobol se atualizou, que tem interface com Java, com Ajax e continua amplamente utilizada", reforça Tolomei.

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