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Ministro promete retomar projeto que incentiva criação de empregos na área de TI

Sérgio Rezende promete implementar sugestões da indústria para compensar parte da carga trabalhista com incentivos.

Taís Fuoco

10/04/2007 às 7h30

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O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, prometeu hoje retomar, agora com os novos secretários em cada ministério da nova gestão Lula, o projeto de desonerar a cadeia de software e serviços de tecnologia da informação (TI) para que a carga trabalhista seja reduzida e, assim, as novas contratações pesem menos aos empregadores.

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Ele admitiu que, após a publicação do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), em janeiro, "as discussões foram interrompidas" e mesmo o projeto "Notebook para todos", semelhante ao que foi feito com os desktops no ano de 2005, ficou paralisado.

Agora, a pasta de Rezende pretende retormar as conversas com Bernardo Appy, novo secretário de política econômica do ministério da Fazenda, não só para rever os incentivos à popularização dos notebooks, como também para atender as reivindicações da indústria por uma carga trabalhista menor.

Segundo Rezende, que participou da cerimônia de posse do novo presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, "o ex-ministro Furlan (do Desenvolvimento) deixou um pré-projeto com o presidente da República" para reduzir a carga de tributos das contratações feitas com o objetivo de exportação de serviços de TI.

"Para o setor de software, a mão-de-obra é o custo mais importante", afirmou o ministro, já que responde por cerca de 70% das despesas do setor. Ele espera que tais medidas sejam implantadas ainda este ano.

A formação de mão-de-obra capacitada a atuar no segmento de tecnologia é outra iniciativa que a pasta deve continuar nesta segunda gestão, de acordo com o ministro, em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Software e Serviços para Exportação (Brasscom).

Segundo ele, a partir de um estudo do Softex, o ministério vai traçar planos de capacitação, com recursos da Lei de Informática, para todas as carreiras envolvidas.

"A Brasscom fala em capacitar 100 mil pessoas em quatro anos, mas optamos por ficar com uma meta mais realista, que é a formação de 50 mil pessoas até o final do mandato", disse ele.

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