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Ex-funcionários de operações pontocom enfrentam amargo regresso

Muitos afirmam que a procura por empregos está difícil apesar da grande demanda por suporte na área de TI. A situação torna-se mais grave, já que as demissões prosseguem nesse início de janeiro.

Computerworld

09/01/2001 às 13h20

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Enquanto as operações pontocom reduzem cada vez mais seus times para diminuir gastos, muitos profissionais do mercado garantem que a procura por novos empregos têm sido cada vez mais difícil.

De acordo com a empresa norte-americana de recolocação profissional Challenger, Gray & Christmas Inc., somente no mês passado, empresas de Internet anunciaram o corte de 10.459 empregos, um aumento de quase 20% nos cortes em relação a novembro de 2000.

No geral, a demanda por profissionais de Tecnologia da Informação (TI) mantém-se alta. De acordo com a pesquisa anual de previsões de contratação realizada pelo Computerworld ("Computerworld"s Annual Hiring Forecast"), as equipes de TI serão ampliadas em média, 4%, nos Estados Unidos, durante o primeiro trimestre de 2001, e 13% no ano todo. A taxa nacional de desemprego ainda permanece em torno de 4%.

"Muitas companhias estão começando a questionar se precisam preencher todos os cargos abertos", afirma Marguerite Payne, de 51 anos, demitida em setembro de seu cargo como gerente de projetos na License Online Inc., de Washington.

De acordo com especialistas em recrutamento, janeiro é tipicamente um bom mês para contratações. Mas a gerente de projetos Lynsay Matthews, dispensada, no mês passado, da consultoria de Internet Xpedior Inc., de Chicago, afirma não ter encontrado tanta sorte entre os 12 currículos que enviou a companhias de TI.

Veterana da área de TI com experiência há 15 anos, Matthews conta que, em alguns casos, chegou a ouvir que não possui os atributos que as empresas buscam como experiência de programação em Java.

A experiência conta de qualquer forma. Jim Bailie, demitido de seu cargo de programador em Web de um portal de Internet, no mês passado, afirmou que sua experiência de oito meses na área não é suficiente para os empregadores, que buscam profissionais com, no mínimo, dois anos de trabalho na área.

Marguerite Payne afirma manter o otimismo sobre suas perspectivas de trabalho acreditando que as start-ups "começarão a perceber que precisam de funcionários com experiência".