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Disoft quer crescer até 70% em 2001

Desenvolvedora brasileira de software para o mercado financeiro aposta em solução de análise e gestão de crédito via Web. Também contrata serviços de consultoria para buscar a certificação de qualidade CMM em desenvolvimento de software até 2002.

Daniela Braun

08/01/2001 às 20h40

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Em novembro de 2000, a Disoft, desenvolvedora brasileira de software para o mercado financeiro de crédito, nomeou Paulo de Tarso, ex-diretor comercial e de gestão de contas, como diretor técnico da empresa, e Alexandre Corigliano, ex-diretor executivo da TradeSoft, como substituto de Tarso, acumulando o comando de marketing da empresa.

"Em 2001, estimamos um crescimento de 50% a 70% sobre o faturamento de 2000 que foi de R$ 7 milhões", prevê Corigliano. O novo diretor de marketing, que finaliza os planos da área nos próximos 30 dias, aposta no sistema WebCred de simulação, análise e gestão de crédito 100% via Internet como uma das promessas da empresa para atingir sua meta este ano.

De acordo com o executivo, o produto apresentado em junho durante a CIAB 2000 (Exposição de Tecnologia da Informação), promovida pela Febraban, já soma três aos atuais 50 clientes da companhia na área financeira.

Corigliano ressalta que as mudanças na Disoft não alteram o quadro atual de 100 funcionários da empresa, mas busca sua qualificação. "Estamos trabalhando para deixar a empresa pronta para a certificação de qualidade em desenvolvimento de software mundial CMM (Capacity Maturiting Model) até 2002. Para tanto, a empresa contratou uma consultoria que iniciou, no mês passado, os trabalhos.

A expansão de parcerias internacionais de vendas, segundo o executivo, também está nos planos da Disoft. "Já temos um parceiro na Argentina, a TCN, há mais de um ano com a qual estamos fechando contratos ainda este semestre. Estávamos em conversações com uma empresa em Portugal e devemos fechar mais uma parceria com outro país da América Latina este ano", adianta Corigliano.

Os produtos comercializados pela empresa fundada em 1985, na cidade de São Paulo, gerenciam um total de ativos da ordem de R$ 5 bilhões, ou 46% do volume movimentado pelo mercado brasileiro de leasing, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Leasing.