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BRFree: fechamento do Grátis1 abala credibilidade

Provedor de acesso gratuito que completa um ano de existência no dia 7 de janeiro,preocupa-se com a demanda gerada pelo final das operações do concorrente e com o impacto negativo junto ao mercado e às empresas de infra-estrutura com quem negocia uma provável aliança estratégica.

Daniela Braun

04/01/2001 às 20h44

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Para o provedor de acesso gratuito à Internet, BRFree, a saída de mais um concorrente, o Gratis1, no dia 29 de dezembro, deste mercado não é motivo de muita comemoração.

"Isso atrapalha bastante, não só por abalar a confiabilidade deste modelo de negócios no mercado, mas também pela fuga dos usuários para outros provedores, que acarreta perda de qualidade pela adesão fora do ritmo normal da empresa", avalia Leonardo Malta Leonel, diretor executivo do BRFree.

Embora tenha verificado um aumento nos acessos ao provedor, desde a notícia do fechamento do Grátis1, o executivo assegura que o BRFree não está entre os candidatos a um acordo envolvendo a base de internautas órfãos do Grátis1. "Não tivemos nenhuma conversa com eles", afirma o executivo do BRFree que conta com 300 mil usuários cadastrados atualmente.

O provedor que completa um ano de operações no dia 7 de janeiro, também apostou nos serviços de acesso à Internet em banda larga, via ISDN (Integrated Services Digital Network), em novembro do ano passado e, agora, busca um parceiro estratégico de infra-estrutura de telecomunicações para a operação.

"Estamos vivendo um momento bem intenso de negociação", afirma Leonel que admite preocupar-se com a repercussão da decisão do Grátis1 para a concretização da aliança. "Uma notícia como esta abre dúvidas, mas não mudamos os planos. Até dia 10 ou 15 de janeiro tomamos a decisão de trabalhar com este parceiro ou manter nossa independência", ressalta o executivo.

Com parceiro ou não, O BRFree mantém a meta de atingir o ponto de equilíbrio financeiro até o final de 2001. "Nosso passivo do ano 2000, resultado de despesas e receitas ficou em torno de menos US$ 2,3 milhões negativos, sinal que temos administrando bem as receitas. Analisando provedores pagos que tem grandes parceiros, a grande maioria está na média de US$ 20 milhões negativos", avalia Leonel.