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IBM Brasil investe cada vez mais em serviços

Assumindo a gerência geral da IBM Brasil em março, Bruno Di Leo, reforça que a área de serviços, onde atuava como diretor, terá cada vez mais importância no modelo de negócio da big blue.

admin

04/01/2001 às 21h26

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Há três anos no país, o peruano Bruno Di Leo, assumirá em março, a gerência geral da IBM do Brasil. Em entrevista exclusiva ao Computerworld, o executivo diz que a área de serviços, onde estava desde que chegou ao país, será cada vez mais estratégia na condução do negócio da big blue.

Hoje, a área de serviços representa entre 30% a 40% da receita da IBM,explica o executivo, queremos que esse índice chegue a 50%." Não falo apenas do outsourcing, onde, hoje, temos 42 clientes, mas de todos os demais produtos ligados a área, como suporte, manutenção e outros", afirma.

Não à toa, os Internet Data Centers(IDCs) são destaque na estratégia. Com uma estrutura de ponta montada em Hortolândia, em São Paulo, e já com uma parceria estratégica fechada com a Diveo do Brasil, a big blue negocia novas alianças.

"A fusão dos mercados de telecomunicações e de Informática é cada vez mais uma realidade. Aqui no Brasil, as operadoras serão competidoras na área de serviços. Portanto, queremos fechar pelo menos duas parcerias a mais, para atuarmos na área ofertando o nosso principal negócio: tecnologia", diz Bruno di Leo.

Segundo ele, as operadoras de telecom são especializadas no transporte dos dados, enquanto a IBM tem o conhecimento para o tratamento dessa informação. " Por isso, alianças são fundamentais. O usuário quer solução integrada, não quer mais apenas adquirir tecnologia", reforça.

Além da área de IDCs, a big blue irá esse ano apostar suas fichas no desenvolvimento do mercado de CRM(Customer Relationship Management). A empresa possui parceria com a Siebel, além de trabalhar com fornecedores como a Vantive.

"Acreditamos que o CRM irá realmente ganhar corpo no Brasil a partir desse ano. Somente agora, as empresas estão detectando a importância de relacionar-se, bem, com os seus clientes. Esse é um processo de competitividade", avalia o executivo.

Bruno di Leo não quis revelar números de investimentos no país, mas assegurou que a empresa irá contratar pessoal -- principalmente para atuar nos negócios de Web e e-business. "Na ára de Web Hosting, por exemplo, queremos fechar o ano com pelo menos 200 funcionários", conclui.