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O e-Recruiting II

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Quando bem utilizado, o e-Recruiting pode reduzir os custos de uma contratação em 90%, aumentando a velocidade e eficiência desse processo em 66%. Por Marcelo Mariaca

admin

04/01/2001 às 13h48

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No Brasil, a Internet se tornará, em pouquíssimo tempo, um importante canal para contratar profissionais de níveis não executivos – desde estagiários até engenheiros, técnicos, vendedores, analistas e supervisores – com especial ênfase às funções relacionadas à tecnologia da informação. A experiência dos norte-americanos pode nos ensinar muitas coisas. E uma delas é que, quando bem utilizado, o e-Recruiting pode reduzir os custos de uma contratação em 90%, aumentando a velocidade e eficiência desse processo em 66%.

Recentes pesquisas conduzidas nos Estados Unidos e divulgadas durante a conferência sobre e-Recruiting, realizada entre os dias 16 e 17 de novembro em Nova Iorque, e patrocinada pelos grupos The Wall Street Journal, Kennedy Information e The Standard, revelam estatísticas bastante surpreendentes. Pelo menos 40% dos internautas norte-americanos já procuraram emprego pela Web, utilizando tanto os sites de empresas – 25% das 500 maiores empresas norte-americanas – como os canais especializados em carreiras e bancos de currículos, além dos principais jornais, que também publicam anúncios.

Em 1999, os estudantes norte-americanos passavam, em média, 4,8 horas por semana procurando empregos na Internet. Neste ano, o tempo médio subiu 81%, para 8,7 horas semanais. Existem mais de 5 mil canais de currículos nos EUA, e 90% das empresas de grande porte já aceitam currículos eletronicamente.

Desde o início de 1999, o tráfego nas páginas da Internet que lidam com a contratação de talentos dobrou, atingindo 20,1 milhões de visitantes individuais por dia, incluindo o gigante JobsOnline. Os jovens norte-americanos indicam que, durante períodos de procura de empregos, eles visitam centenas de Websites, e 94% deles demonstram uma clara preferência pelas páginas das próprias empresas contratantes, pois nelas os candidatos podem pesquisar informações corporativas.

Os candidatos também acessam a Internet para entender mais sobre cultura empresarial (51% das preferências); para avaliar como se enquadrariam em uma ou outra empresa (28% dos casos); e até para comunicar-se diretamente com uma empresa através de sua própria home-page.

Além de ajudar a conectar-se com potenciais empregadores, a Internet permite aos jovens acessarem canais especializados em carreiras para se prepararem para entrevistas, receber aconselhamentos sobre suas carreiras, saber como seriam seus próprios resultados quando submetidos a testes psicológicos ou técnicos e até para melhorar seus conhecimentos sobre tendências e hábitos do mercado empregatício.

No Brasil, já existem mais de 30 canais de carreiras e de empregos na Internet, especialmente dentro dos principais portais e provedores de acesso. Muitas empresas contratantes estão também começando a permitir o preenchimento de fichas eletrônicas em suas páginas corporativas. A tendência, aqui, será a mesma já verificada em países do Primeiro Mundo: altos executivos continuarão sendo atraídos e contratados de forma altamente personalizada, com auxílio de headhunters ou diretamente.

Cargos mais operacionais continuarão sendo contratados diretamente nas fábricas ou pequenos estabelecimentos comerciais. Mas todo o restante – ou seja, a vasta maioria das contratações – acontecerá através da Internet.

|Computerworld - Edição 334 - 18/12/2000|