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Matrix planeja conquistar 15 mil usuários corporativos em 2001

Em março, provedor ativa data center em São Paulo, no qual serão investidos R$ 50 milhões até 2002. A estratégia é consolidar a atuação no segmento empresarial.

Daniela Braun

03/01/2001 às 14h02

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No ano de 2000, o provedor de acesso Matrix Internet já colheu os frutos dos investimentos na infra-estrutura de sua própria rede de comunicação e na oferta de serviços de acesso em banda larga.

De acordo com o balanço divulgado na terça-feira, dia 2, pela empresa — que tem 51% de suas ações nas mãos do grupo internacional Primus Telecommunications desde novembro de 1999 —, no ano passado, a Matrix Internet verificou 87,5% de crescimento no número de clientes corporativos. De um total de 73 mil clientes, no país, os usuários corporativos saltaram de 4.000 em 1999 para 7.500 em 2000.

"Basicamente mudamos o foco. Até dezembro de 1999 estávamos priorizando o mercado consumidor. No ano de 2000, decidimos não brigar com os provedores gratuitos, mas sim atendê-los", conta Eber Lacerda, presidente da Matrix Internet que iniciou a oferta do acesso em banda larga — DSL, cable e algo em wireless — em setembro de 1999.

Em 2000, Lacerda soma cerca de US$ 25 milhões em investimentos na infra-estrutura de comunicação do provedor, que envolveu a ampliação de filiais de nove para 13 com a inauguração das operações de Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Recife, além de 37 pontos de presença (POPs), no país.

O próximo grande passo da Matrix Internet, segundo Lacerda, é a inauguração do Internet Data Center (IDC) da empresa, na cidade de São Paulo vai inaugurar, em março. Com espaço para 28 mil servidores a operação está consumirá US$ 50 milhões até 2002, sendo 65% deste aporte realizado em 2001.

Com a redução do número de concorrentes no acesso dial-up gratuito, Lacerda afirma ter planos de reforçar a presença do provedor no mercado residencial para cobrir esta lacuna.

"Na realidade, em janeiro do ano passado, já dizíamos que este mercado não se sustentava com os modelos de negócios. Isso só se viabilizou via receita cruzada com o setor de telecom. O fechamento do Gratis1 só confirma esta tendência", declara o executivo.