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Philips quer moralizar mercado de monitores

Novo gerente nacional de vendas da fabricante assume meta de crescimento de 100% em 2001, mas afirma que empresa não vai entrar na guerra de preços proposta pelos concorrentes.

Fábio Barros

03/01/2001 às 18h37

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Pouco mais de um mês depois de assumir a gerência nacional de vendas da unidade de monitores da Philips, Marcelo de Castro, anuncia as metas da empresa para este ano, afirmando que não vai participar da guerra de preços promovida pelos concorrentes.

O executivo diz que a meta da empresa é crescer cerca de 100% e chegar ao final do ano com 15% de market share no país. “O mercado de monitores tem estado muito voltado para volume de vendas, o que resultou numa guerra de preços que está saindo do controle”, diz Castro.

De acordo com o executivo, a disputa pelo mercado chegou a tal ponto que alguns fabricantes chegam a tirar componentes de seus produtos para baixar custo.

“Nós iremos contra essa tendência. O objetivo é mostrar ao mercado que nosso produto tem qualidade”, explica. Para isso, além da postar na qualidade, a Philips está reforçando sua presença junto aos canais de venda. Desde que assumiu o cargo, Castro cadastrou mais seis distribuidores, atualmente são 11, e começa a preparar um programa de reeducação das revendas.

O objetivo da empresa é trabalhar com estoques menores e maiores margens de lucro. “Também vamos operar junto aos integradores, principalmente empresas que trabalham com máquinas entre R$ 1.299 e R$ 1.499”, diz Castro, lembrando que é possível ganhar mercado sem que nenhuma das partes envolvidas perca dinheiro.

Castro ressalta que a Philips não tem como objetivo trabalhar com exclusividade com qualquer distribuidor e, muito menos, empurrar mercadoria para garantir volume. “As campanhas de incentivo serão continuadas, só que de forma saudável, sem guerra entre os distribuidores”, garante.