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Andersen Consulting investe US$ 170 milhões em nova identidade

Ano novo, nova marca. Planos audaciosos rodeiam a consultoria rebatizada como Accenture. Entre os objetivos, tornar-se parcialmente pública no segundo semestre de 2001 e reforçar associações para a criação de novas empresas em tecnologia e Internet.

Daniela Braun

03/01/2001 às 21h13

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No primeiro dia de 2001, o nome e algumas idéias da consultoria Andersen Consulting tornaram-se efetivamente marca do século passado.

Agora sob o nome Accenture — mudança resultante de uma disputa judicial com a Arthur Andersen e a Andersen Worldwide — a empresa também assume uma nova personalidade.

"Com esta independência de fato e de direito, temos o plano de fazer a abertura de capital parcial da companhia", afirma Mario Fleck, presidente da Accenture no Brasil, a respeito do plano da corporação que deve se concretizar no segundo semestre de 2001.

"Pretendemos dar um gás de capitalização muito forte na empresa que deixará de ser exclusivamente de consultoria, dedicando-se 60% a este negócio e 40% a outras atividades", explica Fleck. O gás, segundo ele, é de US$ 170 milhões, incluindo marketing, para todas as 46 operações da Accenture, mundialmente, durante 2001.

As outras atividades, de acordo com o executivo, estão relacionadas à abertura de novas empresas em desenvolvimento tecnológico e Internet Microsoft como a e-Peopleserv, em parceria com a operadora British telecom para prestação de serviços de Recursos Humanos, e a Avanade, em parceria com a Microsoft para o desenvolvimento de soluções corporativas sobre Windows 2000.

A Avanade conta com uma operação brasileira, em São Paulo, desde dezembro, contando com 40 funcionários que, segundo Fleck, chegarão a 150 até o final do ano.

A empresa de capital de risco Andersen Consulting Ventures também faz parte deste novo portfólio de serviços, mudando seu nome para Accenture Ventures e recebendo mais ênfase da corporação, em 2001.

A organização mundial da empresa em cinco segmentos de negócios — Governo, Serviços Financeiros, Telecomunicações e Tecnologia, Recursos Naturais e Produtos — não estamos mudando. "Este novo modelo tem dado bastante resultado", ressalta o presidente da Accenture no país.

Manter a média de crescimento anual de 20%, em 2001 é a meta financeira da Accenture. "Estamos chegando em torno de US$ 10 bilhões mundialmente em 2000. Daqui para frente vamos manter este crescimento chegando a US$ 30 bilhões dentro de quatro anos", estima Fleck.