Negócios

ZTE estima prejuízo de US$ 3,1 bilhões após proibição nos EUA

Fabricante, no entanto, está esperançosa em fechar acordo em breve e já tem um plano - apelidado de "T0" - para que as fábricas entrem em ação

23 de Maio de 2018 - 11h05

A interrupção de suas operações nos EUA causará forte prejuízo para a ZTE. A empresa chinesa estima pela menos US$ 3,1 bilhões de perdas após a proibição imposta pelo Departamento do Comércio dos EUA que impediu empresas norte-americanas de vender para a fabricante chinesa.

A punição é resultado de uma investigação que concluiu que a ZTE teria quebrado um acordo por ser pega vendendo equipamentos de rede da Cisco para o Irã. A venda de produtos tecnológicos dos EUA àquele país foi proibida pelo governo norte-americano, mas não impediu que a ZTE continuasse com as negociações.

Segundo a Bloomberg, fabricante de equipamentos de telecomunicações e smartphones, entretanto, está esperançosa de fechar um acordo em breve e já tem um plano - apelidado de "T0" - para que as fábricas ociosas entrem em ação em questão de horas após Washington concordar em suspender sua moratória de sete anos.

A ZTE depende de componentes dos EUA, como chips da Qualcomm, para construir seus smartphones e equipamentos de rede. A proibição praticamente desativou a segunda maior fabricante de equipamentos de telecomunicações da China e se envolveu em uma disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo. Na terça-feira, o presidente Donald Trump disse que está reconsiderando as sanções dos EUA como um favor ao presidente chinês, Xi Jinping, e pode multar a empresa em mais de US$ 1 bilhão.