Negócios

ZTE diz que proibição dos EUA ameaça sua sobrevivência

Empresa critica decisão que proíbe venda de empresas norte-americanas para a ZTE por sete anos

23 de Abril de 2018 - 10h47

Os EUA, por meio do escritório de Indústria e Segurança do Departamento de Comércio dos Estados Unidos (BIS, na sigla em inglês), anunciaram na última semana a proibição de venda de componentes de empresas locais para a chinesa ZTE. A medida não foi nada bem recebida pela ZTE, que afirmou que a medida é injusta e ameaça a sua sobrevivência. A fabricante de smartphones e equipamentos de telecomunicações prometeu proteger seus interesses utilizando todos os meios legais.

A proibição vale por sete anos, sob a alegação de que a empresa chinesa havia quebrado um acordo com repetidas declarações falsas.

“É inaceitável que o BIS insista em impor a pena mais severa à ZTE injustamente, mesmo antes da conclusão da investigação dos fatos”, disse a ZTE em sua primeira resposta desde que a proibição foi anunciada.

“A ordem de negação não só afetará severamente a sobrevivência e o desenvolvimento da ZTE, mas também causará danos a todos os parceiros da ZTE, incluindo um grande número de empresas dos EUA”, disse a empresa chinesa.

A ZTE considera o cumprimento como alicerce de sua estratégia, na qual investiu US$ 50 milhões em projetos de conformidade de controle de exportação em 2017 e planeja investir mais este ano.

Uma autoridade sênior do Departamento de Comércio dos EUA disse à agência de notícias Reuters que é improvável que a proibição seja suspensa.

A melhor chance da ZTE reverter a situação seria se as empresas norte-americanas fizessem lobby na administração Trump para suspender a proibição para salvar seus negócios com a ZTE, disse Adams Lee, um advogado de comércio internacional da Harris Bricken.