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Windows 10 deve superar Windows 7 como versão mais popular até setembro

Segundo tendência dos últimos 12 meses, fatia do novo sistema em setembro deste ano será de 45,7%, contra 45,5% do antigo

17 de Janeiro de 2018 - 09h54

O Windows 10 vai superar o já antigo Windows 7 como a versão mais popular do sistema da Microsoft em setembro de 2018, segundo estimativas com base nos números dos softwares no último ano.

Mas esse não será o fim do Windows 7. Essas mesmas tendências apontam que quando a Microsoft declarar o Windows 7 obsoleto – e, assim, não fornecer mais updates de segurança – o sistema ainda responderá por mais de um terço de todas as cópias do Windows sendo usadas no mundo. Vale lembrar que o suporte do Windows 7 será encerrado oficialmente em 14 de janeiro de 2020, daqui cerca de dois anos.

Essas projeções foram feitas a partir de dados publicados pela empresa de análises Net Applications, que publicou no início de janeiro os números do Windows em dezembro de 2017. A fatia de usuários da consultoria é uma estimativa da porcentagem dos PCs do mundo com um sistema operacional específico.

Ao levar em conta as médias de mudanças de porcentagens de usuários do Windows 7 e do Windows 10 nos últimos 12 meses, a Computerworld dos EUA projeta a queda do primeiro e a ascensão do último nos próximos dois anos.

O momento de passagem – quando a fatia do Windows 10 superará o Windows 7 – acontecerá no próximo mês de setembro. Segundo a tendência dos últimos 12 meses, a fatia do Windows 10 em setembro deste ano será de 45,7%, contra 45,5% do Windows 7. Depois disso, as linhas das duas versões continuarão divergindo com o Windows 10 mantendo a subida e o Windows 7 mantendo a queda.

Nessa progressão linear, o Windows 7 ainda terá uma fatia de 39% dos usuários em janeiro de 2020. Neste momento, o Windows 10 deverá estar presente em aproximadamente 61% de todos os PCs e laptops Windows.

É improvável que a realidade siga exatamente esse roteiro. Sistemas operacionais não são adotados ou descartados de uma forma tão simples. Em vez disso, a migração do antigo para o novo costuma acelerar à medida que o fim do suporte se aproxima.

Pegue o Windows XP como exemplo.

Entre maio de 2013 e abril de 2014, nos últimos 12 meses antes da sua aposentadoria do suporte, o XP perdeu uma média de 1 ponto percentual ao mês. Mas nos 12 meses anteriores a esse período, entre maio de 2012 e abril de 2013, sua fatia caiu em média apenas 0,65 ponto percentual ao mês. O que sinaliza que o abandono do XP acelerou nesse último ano com suporte.

Por essa previsão, a taxa de queda do Windows 7 não será rápida o bastante para “zerar” o sistema quando a Microsoft deixar de fornecer updates de segurança. E isso não é uma surpresa, já que o sistema lançado de 2009 vem ficando já algum tempo atrás do ritmo do Windows XP em termos de migração de usuários.

Mas os números da Net Applications sinalizam um potencial problema e tanto para a Microsoft. Isso porque a porção de PCs Windows que deverão continuar com o Windows 7 em janeiro de 2020 é muito maior do que a base do XP na época da sua aposentadoria.

Para tentar acelerar isso, a Microsoft pode começar a destacar com mais ênfase o fato de o Windows 7 ser “um sistema desatualizado” e que não atende “aos requerimentos de segurança mais altos dos departamentos de TI”, como foi feito há cerca de um ano pela unidade da companhia na Alemanha.