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WebRadar exibe plataforma de big data/analytics no MWC 2017

Companhia carioca participa pela segunda vez do evento com o lançamento de dois novos produtos

28 de Fevereiro de 2017 - 14h33

A WebRadar, empresa brasileira de big data/analytics para gerenciamento de IoT (Internet das Coisas), participa pela segunda vez no Mobile World Congress (MWC), em Barcelona, na Espanha, com o lançamento de dois produtos, que são parte de sua estratégia de internacionalização.

O primeiro produto é o Conatus, uma plataforma que, segundo a empresa, aumenta a capacidade de processamento de dados dos serviços de big data/analytics em até cem vezes e incrementa a velocidade desse mesmo processamento em até dez vezes se comparado ao sistema atual.

A tecnologia é escalável em até petabytes, sendo capaz de processar até 3 milhões de eventos por segundo. Para se ter uma ideia deste valor, uma operadora celular é capaz de gerar 1 bilhão de eventos por dia, ou seja, cerca de 11,5 milhões de eventos por segundo.

O Conatus também evoluiu nos algoritmos de inteligência artificial e de rede neurais, melhorando significativamente a precisão dos algoritmos de geolocalização e de geração de insight para tomada de decisão, diz a empresa.

A plataforma utiliza a tecnologia conhecida como streaming process, que é capaz de realizar o processamento, aplicando técnicas de datamining e inteligência artificial, ao mesmo tempo em que a informação está sendo armazenada na nuvem.

“Alcançamos um patamar ainda mais alto do que já estávamos na prestação de serviços de big data e IoT. Poderemos processar um volume de dados maior e em menos tempo. Quem mais ganha com isso é o cliente, pois ele terá à disposição a possibilidade de tomar decisões ainda mais rápidas acerca do seu negócio”, conta Adriano da Rocha Lima, CEO da WebRadar.

O novo sistema permite que se trabalhe com um volume de hardware reduzido, dependendo do projeto, o que implica em uma redução de custo para o cliente. Outra vantagem, do ponto de vista de maquinário exigido para rodar o Conatus, é a sua flexibilidade. Ele permite que qualquer projeto seja escalável. Quer dizer, tem capacidade para atender um número crescente de clientes e ampliar a quantidade de hardwares envolvidos por projetos. “Essa tecnologia, por si só, não exige que se utilize super processadores. O trabalho pode ser executado usando diversos clusters dotados de processamento comum”, explica o executivo.

Tecnologia de geoinformação

O segundo produto apresentado em Barcelona é o Hot Spot, um software de planejamento micro celular que utiliza tecnologia de geoinformação para realizar diagnósticos territoriais e dar subsídios nas tomadas de decisão.

A partir da análise da utilização das redes de celulares pelos usuários e geoinformações, a solução Hot Spot auxilia no planejamento de novos pontos de cobertura e melhoria de qualidade do serviço prestado pela operadora.

A solução correlaciona informações provenientes de diversas fontes, como dados estatísticos do IBGE, mapas, entre outros, com a informação gerada pelo algoritmo especialista do Hot Spot. O software permite ainda que o cliente possa inserir novos dados para serem correlacionados a fim de apurar ainda mais as suas análises.

“Além de telecom, o Hot Spot tem potencial para ser uma ferramenta de tomada de decisão também para outros diferentes mercados comobancos, empresas de diversos segmentos como alimentício, logística, petróleo e afins”, explica Marco Vieira, Gerente de Novos Produtos, Pesquisa e Inovação que lembra que parte do sistema funciona com o processamento de outra ferramenta da WebRadar, o Conatus.