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Você está pronto para sobreviver a uma nova revolução industrial?

O que vem puxando o crescimento do mercado IoT? São as demandas por melhor segurança, saúde e infraestrutura

10 de Março de 2016 - 11h00

A Internet das Coisas (IoT) é uma crescente tendência no meio tecnológico. Mas por que ela é tão importante? Como ela irá revolucionar todos os setores? A IoT veio para solucionar os problemas atuais que enfrentamos como a crise energética e hídrica?

Sim, a Internet das Coisas pode ser considerada uma visão ambiciosa e inovadora do mundo, onde é possível integrar redes de comunicações a todos os tipos de “coisas”, dando as máquinas, dispositivos e sensores autonomia para se tornarem mais eficientes no auxílio de um maior controle e praticidade de nossas rotinas. É a possibilidade de comunicação entre todos os objetos que existem, enviando e recebendo vários tipos de dados e informações.

No ano de 2010, o número de dispositivos conectados era de 12,5 bilhões. Agora, a previsão é termos cerca de 50 bilhões de dispositivos conectados à internet em 2020, trazendo para a sociedade novos modos de comportamento de consumo e novas maneiras de relacionamento com o mercado. Essa ideia pode parecer futurista, mas acredite, o grande “boom” da IoT ainda está por vir.

A Uber, Airbnb e agora o MasterJet (que funciona como um táxi aéreo compartilhado) estão mudando o nosso atual sistema econômico e a IoT está ligada diretamente a esta revolução compartilhada, deixando para trás o capitalismo alimentado por terras e meios de produção. Afinal, neste novo cenário você quer usufruir das “coisas”.

Sendo assim, o conceito tem grandes chances de originar uma nova revolução industrial no século XXI, acredito estarmos no caminho para isso. O cenário capitalista moderno mudou por conta das máquinas e o que antes era baseado em “produzir em escala, comprar e vender”, com a chegada do conceito de M2M estamos dividindo os nossos bens para um bem comum.

Um exemplo claro dessa divisão são os celulares dos usuários do aplicativo Waze. Funcionando como um sensor, pode-se verificar a velocidade do carro e sua localização via GPS e, com essas informações, é possível saber se o trânsito do trajeto escolhido está fluindo, mostrando possíveis acidentes e radares espalhados pelo caminho, além de contar com uma “comunidade” conectada, que compartilham suas experiências no trânsito.

A Internet das Coisas também mudou a forma como gerenciamos processos dentro das corporações. Antes, o gerenciamento das empresas era controlado por meio de relatórios e planilhas mensais. Hoje, é preciso ser competitivo e rápido na hora de tomar decisões, sendo que a Indústria 4.0 veio para diminuir o tempo e recursos oriundos da gestão humana por meio de sensores para monitorar o processo fabril.

Por fim, o que vem puxando o crescimento do mercado IoT? São as demandas por melhor segurança, saúde e infraestrutura. A América Latina, por exemplo, é considerada uma das regiões mais perigosas do planeta e, por isso, soluções de alarme residencial e rastreamento são tendências para reduzir e impedir os riscos de violência. A crise energética e hídrica também encontra a sua resposta na Internet das Coisas, com a famosa tecnologia chamada Smart Grid.

De fato, a Internet das Coisas irá revolucionar a nossa forma de interagir com o mundo. Espera-se que a IoT esteja ligada no futuro a drones, lojas, linhas de produção, veículos, roupas, artigos para segurança doméstica, mapas, casas inteligentes, empresas dos mais variados tamanhos e setores, o que torna o capitalismo um sistema de divisão de bens de consumo a custo marginal - quase nulo.

*Alex Leite é superintendente de planejamento educacional da Febracorp University.