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Vendas do comércio online crescem mais de 10% na Black Friday

Embora O número de pedidos tenha crescido 14%, de 3,3 milhões para 3,76 milhões, o tíquete médio caiu 3,1%, de R$ 580 para R$ 562, na comparação entre os períodos, segundo a Ebit

27 de Novembro de 2017 - 17h58

As vendas do varejo online brasileiro tiveram aumento de 10,3% na BlackFriday deste ano em relação à promoção do comércio brasileiro de 2016, com o faturamento do setor atingindo R$ 2,1 bilhões, segundo a empresa consultoria Ebit divulgou nesta segunda-feira, 27. Embora O número de pedidos tenha crescido 14%, de 3,3 milhões para 3,76 milhões, o tíquete médio caiu 3,1%, de R$ 580 para R$ 562, na comparação entre os períodos.

A retração do tíquete médio já era uma tendência verificada pela Ebit na quinta-feira, 23, véspera da Black Friday, quando os varejistas dão início às vendas dos produtos com descontos. "Para atrair o consumidor, os varejistas fizeram ações promocionais mais agressivas nas categorias de maior valor agregado, que são as mais consumidas no e-commerce e isso refletiu no gasto médio", afirmou Pedro Guasti, CEO da Ebit.

Para Guasti, o grande destaque foi o expressivo crescimento no volume de pedidos, que foi quase o dobro do estimado pela Ebit. “Ao contrário das duas últimas edições, que foram pautadas pelo crescimento no tíquete médio, neste ano o grande vetor do crescimento foi no número de pedidos. Lojistas de todos os segmentos ofereceram produtos com descontos reais e isso atraiu o consumidor”, disse. 

Outro ponto que se sobresaiu foi o crescimento das compras realizadas por celular. "O share de pedidos feitos via celular aumentou 81,8% na comparação com o ano passado. Quase 30% dos pedidos já são realizados por meio de dispositivos móveis", afirmou. O m-commerce representou 26,5% em volume financeiro das compras realizadas, alta de 41,5% ante 2016. "O valor médio das compras via dispositivos móveis foi de R$515, reflexo da maior participação de categorias de menor tíquete, como moda e acessórios e perfumaria e cosméticos", disse.

Em apenas quatro anos, o m-commerce sextuplicou. “Em 2013, as compras por celular representavam apenas 4,4% do total. Com a expansão do mercado de smartphones e do acesso via 3G e 4G no Brasil, esse é um mercado em franca ascensão, com potencial de crescimento bem acima da média do mercado”, afirmou.