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Vendas de impressoras no Brasil têm queda de 29% em 2016

Equipamentos jato de tinta caíram 27% e laser, 36,3%. Em receita, a queda do mercado total foi de 23%, para US$ 522 milhões no ano, indica estudo da IDC Brasil

28 de Abril de 2017 - 19h06

O mercado brasileiro de impressoras voltou a apresentar queda em 2016 e fechou o ano com 29% a menos de equipamentos comercializados em relação a 2015, quando já tinha caído 22,8%, segundo estudo da IDC Brasil. Durante todo o ano passado, foram vendidos 1,8 milhão de equipamentos, sendo 1,4 milhão de modelos jato de tinta (menos 27%) e 400 mil a laser (menos 36,3%). Em receita, as vendas totais somaram US$ 522 milhões no ano passado, declínio de 23% na comparação com 2015, sendo US$ 323 milhões para o segmento laser e US$ 199 milhões para jato de tinta.

“Como o mercado brasileiro de impressoras já é maduro, o maior volume de compra não é mais para instalação de base e, sim, de renovação. Em 2016, com a crise político-econômica, o consumidor final e principalmente as empresas, reduziram os investimentos e não trocaram de equipamentos. Este cenário deve ser um pouco diferente este ano, com uma retomada, ainda que tímida, no segundo semestre”, diz Sergio Teixeira, analista de mercado da IDC Brasil.

Ainda de acordo com o estudo da IDC, há uma mudança de comportamento do brasileiro em relação à compra de uma impressora, o que tem feito com que muitos fabricantes invistam na melhoria de potência e no aumento da capacidade de impressão. “As impressoras tanque de tinta têm sido uma opção para quem busca equipamentos que usam suprimentos mais duráveis e com preços mais acessíveis. Até mesmo as impressoras laser de menor volume (com capacidade de impressão de até 29 páginas por minuto), se tornaram alternativas para o consumidor final e para as pequenas empresas.”

Projeções para 2017

Para 2017 a IDC Brasil prevê maior adesão das multifuncionais smart, que são mais indicadas ao mercado corporativo, que exige soluções de captura e transferência de dados para melhorar a produtividade e reduzir custos. “O brasileiro está mais exigente e buscando soluções que resultem não só em economia. Por isso, os modelos inteligentes devem se destacar”, finaliza o analista da IDC.

Outro destaque para 2017 será a aceleração na adoção de equipamentos tanque de tinta. “Apesar de o investimento ser um pouco maior para o consumidor final, que vinha pagando menos pelos equipamentos, a conveniência é maior. Alguns modelos com essa configuração chegam a imprimir de 5 a 8 mil páginas”, completa.

Durante todo o ano de 2017, segundo a IDC Brasil, deve ser comercializado 1,5 milhão de equipamentos, 17% menos do que em 2016. Deste total, 1,1 milhão será de jato de tinta e 400 mil de equipamentos à laser, com quedas de 18% e 15%.