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Vale desliga mainframe e prevê economia de R$ 30 milhões

Projeto de desligamento tem custo total de R$ 2 milhões, que, segundo cálculos da mineradora, será recuperado já no próximo ano

29 de Janeiro de 2018 - 10h52

A Vale desliga este mês seu mainframe após 35 anos de uso e a estimativa da empresa é de que a economia chegue a aproximadamente R$ 30 milhões nos próximos cinco anos. Enquanto o custo do mainframe é de R$ 6 milhões por ano, o das plataformas que o substituirão é de apenas R$ 50 mil.

O projeto de desligamento tem custo total de R$ 2 milhões, que, segundo cálculos da Vale, será recuperado já no próximo ano.

A mudança faz parte do projeto de transformação digital da mineradora, iniciado em 2016, que visa economizar mais de US$ 100 milhões em dois anos, ou seja, até o final deste ano. A empresa está utilizando tecnologias como internet das coisas, analytics, machine learning, inteligência artificial e aplicativos móveis, para promover a integração entre as áreas de negócio pelo mundo, reduzir custos, simplificar processos, aumentar a produtividade e a eficiência operacional, e alcançar os melhores índices de saúde e segurança.

Anderson Biss, gerente Global de Aplicações, explica que a Vale está aproveitando o rápido avanço da tecnologia e seu barateamento, que vem ocorrendo nos últimos anos para modernizar a infraestrutura de TI, criar uma interface mais amigável para os clientes e ainda reduzir custos.

Migração

O projeto para aposentar o mainframe começou no final de 2016, quando duas aplicações importantes - o sistema de gerenciamento de minas e o de gestão das informações dos empregados - foram migradas para novas plataformas. Restaram no mainframe três aplicações que precisariam ser reescritas e várias que teriam de ser arquivadas - por uma questão legal alguns dados têm de ser mantidos por determinado período de tempo - ou desligadas.

O mainframe contava com cerca de 2 bilhões de registros, armazenados em mil tabelas e 20 mil arquivos - os dados ocupavam 1 terabyte. Após a migração, que está sendo concluída este mês, o espaço ocupado cairá para 80 gigabytes devido à melhor taxa de compressão das novas plataformas.

Duas aplicações foram reescritas em plataforma mais moderna e a outra virou um módulo do Ecomex, um sistema que já era utilizado pela Vale para informações da área de comércio exterior.

Já uma parte das aplicações arquivadas foi migrada para uma plataforma de mercado e outra parte foi desligada. Nos arquivos havia até informações sobre a folha de pagamento de empregados de 50 anos atrás.