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Tecnologia centrada no ser humano

A janela de oportunidade para vender, hoje, é mínima. Não somente para o consumidor final, mas também para o B2B. Não podemos desperdiçá-la

18 de Agosto de 2017 - 14h48

A tecnologia faz parte do nosso dia a dia, dentro e fora das empresas. Nos acostumamos tanto com ela que, muitas vezes, até esquecemos que estamos usando tecnologia. Ou você pensa como é inacreditável fazer pipoca em três minutos no micro-ondas? Ou se lembra como é inovador acessar a internet com seu smartphone? A tecnologia já está integrada ao nosso dia-a-dia e funciona como uma extensão do ser humano, tanto que hoje, um dos itens que não conseguimos mais ficar sem é o celular, é como se tirassem um dos nossos sentidos.

Acontece que as tecnologias precisam ser cada vez mais amigáveis para oferecer boas experiências aos usuários. As organizações, de modo geral, precisam pensar suas estratégias de TI com foco nas pessoas e no seu modo de vida e não somente na parte técnica. No final do dia, quem vai utilizar sua solução ou produto é um ser humano e não o CNPJ que ele representa. Por isso, quanto mais intuitivo, melhor. Para serem competitivas no mercado as empresas devem pensar, inclusive, na questão do atendimento – outro ponto muito importante quando falamos sobre experiência.

Uma ótima forma de entender esse cenário é observar o comportamento de compra dos consumidores em lojas físicas. Hoje, é muito comum que o cliente veja algo, se interesse, mas, antes de comprar, pesquise o valor do produto online em seu smartphone. Ou seja, o mesmo produto pode ser vendido de várias formas. É o comportamento omnichannel. Lojas físicas e e-commerce se misturam. E aqui entra outro ponto crucial: a qualidade dos seus serviços na web.

Imagine um consumidor que entra no seu e-commerce, pronto para comprar, e a página demora para carregar ou, se carrega, está com as imagens todas quebradas porque o site não é responsivo. As chances de desistência são gigantescas. A janela de oportunidade para vender, hoje, é mínima. Não somente para o consumidor final, mas também para o B2B. Não podemos desperdiçá-la.

O que as empresas devem ter em mente é que a boa experiência faz com que as pessoas voltem, sejam elas consumidores finais ou CNPJs. Hoje, falamos em B2B2C e com razão. Quando alguém, consumidor ou comprador B2B, gosta da experiência de compra, ele usa. Ele consome. Ele volta. E o resultado disso tem o maior valor de todos: dados.

Quando analisadas, de forma inteligente, as informações dos clientes podem ajudar a aperfeiçoar processos e melhorar a tomada de decisão. Dados são poderosos quando bem utilizados. Eles ajudam, também, com a personalização. As companhias são capazes de descobrir, com base em informação, quais os principais interesses do público-alvo, tornando a experiência do consumidor A totalmente diferente do consumidor B.

Grandes empresas estão se reinventando para conseguir colocar as pessoas no centro de suas estratégias. Pode parecer simples, mas não é. Simplificar processos é muito mais complexo do que se imagina e é preciso começar logo e de algum lugar. Algumas companhias com procedimentos muito burocráticos, por exemplo, descobriram uma saída: abrir uma outra empresa no grupo para ser um braço mais ágil, capaz de acompanhar as rápidas mudanças de mercado. Por que não?

A experiência do usuário pauta os negócios hoje e esse é um caminho sem volta. Não há como escapar disso e, para sobreviverem, todas as empresas devem dar o primeiro passo. É preciso adotar tecnologia para atender melhor seu cliente, seu consumidor final, seu comprador B2B. Toda a cadeia precisa se modernizar para esse novo momento.

Tomemos o exemplo da realidade aumentada. Você acha que é um futuro ainda distante? Claro que não. Já existem companhias que se beneficiam dessa tecnologia. Lojas de móveis já mostram, por meio da realidade aumentada, como um determinado produto ficaria na sala do comprador. Quer melhor maneira de conseguir vender? As possibilidades são infinitas. A tecnologia a ajuda a suportar muitas ações e estratégias com foco em inovação. Resta às empresas, aceitar essa nova realidade para se adaptarem e expandirem os seus negócios.

*Antônio Carlos Guimarães é evangelista de cloud da Fujitsu no Brasil.