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T-Systems tira multa recisória nos contratos de migração de SAP para cloud

Provedora espera que iniciativa amplie em 20% a base de clientes rodando sistemas de gestão em seu ambiente de nuvem privada no Brasil

15 de Março de 2016 - 18h15

Diversos contratos de TI envolvem um compromisso rígido e de longo prazo. Esses acordos - chamados de “bloqueio de vendedor” – têm o objetivo de impedir que clientes busquem um novo provedor, mesmo que estejam insatisfeitos com os serviços atuais.

A T-Systems resolveu ir na contramão dessa prática de mercado e excluir a multa por quebra contratual para empresas que quiserem migrar seus sistemas SAP para o ambiente de cloud híbrida oferecido pela companhia. A iniciativa global, batizada de un-outsourcer, é válida também projetos no Brasil.

“O ambiente de produção é estabilizado e passos em direção à certificação de qualidade a longo prazo são tomados. O tempo deste período é acordado individualmente”, detalha a provedora, enfatizando que, se ao final dessa fase de acomodação, o usuário estiver insatisfeito com o serviço, ele terá o direito de cancelar o acordo ao final do mês vigente sem ter que colocar a mão no bolso por quebra de contrato.

Atualmente, a provedora possui cerca de 170 clientes rodando ferramentas SAP em seu ambiente de nuvem privada no Brasil. Ideval Munhoz, presidente da subsidiária local da T-Systems, estima que esse número deve crescer aproximadamente 20% ao longo dos próximos meses, grande parte vindo da migração de sistemas on-premises para um modelo cloud. “Hoje, mais e mais, o cliente quer fornecedores flexíveis”, observa o executivo.

A companhia é um dos principais parceiros globais da provedora alemã de ferramentas de ERP. Ao longo dos últimos anos, investiu pesado na construção de uma infraestrutura para suportar esse tipo de projetos de migração de aplicações de negócio para a nuvem.

No Brasil, a estratégia de un-outsorcer mira primeiramente médias empresas. Munhoz identifica grande potencial de negócio junto a verticais de manufatura, varejo, saúde e companhias de utilities. A expectativa é que a iniciativa ajude a T-Systems a crescer 20% no mercado brasileiro em 2016. No ano passado, a taxa de expansão da operação local foi de 25%.