Negócios > Empreendedorismo, Startups

Startups de serviços são as que mais atraem investidores, aponta Sebrae

Pesquisa da entidade revela interesse preferencial em projetos de educação e TI. Aportes variam de R$ 50 mil a R$ 3 milhões

26 de Fevereiro de 2016 - 11h36

As startups do setor de serviços são as que mais atraem aporte financeiro dos investidores, principalmente as que atuam nos segmentos de educação, tecnologia e saúde. Essa é uma das descobertas de uma pesquisa do Sebrae-SP que tenta desvendar alguns segredos da relação entre novos empreendedores e aqueles que investem seus recursos em um negócio de risco.

O estudo mostra que 97% dos investidores “anjo” buscam empreendimentos do setor de serviços para formar sua carteira. Em seguida, os setores mais procurados são comércio (50%), indústria (47%) e agronegócio (23%).

Em relação aos segmentos, os preferidos são educação (alvo de 30% dos investidores), tecnologia (30%), saúde (27%), transporte/mobilidade urbana (20%) e serviços financeiros (17%).

“A grande maioria dos investidores (80%) procura startups já em fase de operação, mas 63% também declararam buscar empreendedores na ideação, ou seja, ainda estruturando seu negócio”, indica o relatório.

A pesquisa do Sebrae-SP também identificou que o valor dos aportes variam de R$ 50 mil a R$ 3 milhões.

O estudo confirma que existe uma busca mútua no mercado entre empreendedores e investidores, mas a percepção dos pontos fracos no relacionamento muda de acordo com o lado.

Isso significa que, enquanto empreendedores apontam a interferência dos investidores no negócio como a principal queixa; os investidores, por sua vez, citam as dificuldades do dia a dia e a falta de comprometimento dos empreendedores.

“O que os une é a perspectiva de ter retorno financeiro no negócio, mas o investidor quer ver engajamento e proatividade para ter confiança na startup. O empreendedor dessa área deve ser um ‘caçador de respostas’, alguém proativo, que está sempre atrás de soluções”, afirma Renato Fonseca, gerente de acesso à informação e tecnologia da entidade paulista.

A pesquisa também faz um perfil do ecossistema das startups. Em geral, os empreendedores são jovens (média de 33 anos) e têm alto grau de escolaridade, mas os investidores não chegam a ser de uma geração distante: a média de idade deles é de 41 anos.

Quase metade (48%) dos empreendedores tinha emprego antes de iniciar a startup; depois disso, 73% passaram a dedicar seu tempo integralmente a ela.